Alckmin prevê entrada em vigor de pacto UE-Mercosul no 2º semestre, vê acordo com Emirados Árabes encaminhado
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15 Jan (Reuters) - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira que espera que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entre em vigor no segundo semestre deste ano.
Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov, Alckmin disse ainda que um acordo comercial entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos está "entabulado" e acrescentou que existem tratativas em andamento com Canadá, México e Índia.
"Um acordo que há 25 anos era trabalhado, mas nunca saía, finalmente assina no sábado. Assinado, o Parlamento Europeu aprova a sua lei e nós no Brasil aprovamos a lei internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos no segundo semestre a vigência do acordo", afirmou.
O acordo entre os dois blocos será assinado no sábado no Paraguai, país que detém a presidência rotativa do Mercosul, e, na sexta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá no Rio de Janeiro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
"(Está) entabulado já (o acordo) Mercosul e Emirados Árabes Unidos, estamos trabalhando com o Canadá, com a Índia, com o México. Preferências tarifárias, com a Índia, não é livre comércio", disse.
O vice-presidente fez ainda a avaliação de que o acordo UE-Mercosul não atrapalha as negociações comerciais do Brasil com os Estados Unidos e disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue em busca de reduzir tarifas comerciais impostas por Washington que ainda pesam sobre alguns produtos brasileiros, após a retirada do tarifaço sobre vários itens.
Perguntado sobre a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas comerciais de 25% sobre os países que fazem comércio com o Irã, em meio à repressão das forças daquele país a manifestantes contrários ao governo, Alckmin apontou que o comércio brasileiro com Teerã é pequeno, mas que o Brasil, assim como todo mundo, trabalha para que essa tarifa não seja imposta. No âmbito do governo brasileiro, afirmou, o assunto está sendo tratado pelo Ministério das Relações Exteriores.
(Por Eduardo Simões)
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