EUA-Israel x Irã: Impactos para o agro global vão da logística aos insumos rapidamente
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O conflito entre EUA-Israel e o Irã, com ataques iniciados na madrugada deste sábado (28), deverão ser intensamente monitorados pelo agronegócio mundial. Há possibilidade de impactos nos preços de commodities agrícolas, insumos, na logística, no câmbio e um efeito dominó nas principais cadeias. Afinal, os players estarão atentos não só ao desdobramento do conflito e à escalada das tensões, mas também ao posicionamento de outros países em relação aos últimos acontecimentos.
"O ponto central é que mais do que o ataque em si, o mercado vai monitorar atentamente a posição de China e Rússia. Dependendo das respostas diplomáticas, militares ou econômicas, o conflito pode escalar rapidamente", afirma o head de commodities da Granel Corretora, Gilberto Leal.
Segundo o especialista, os efeitos iniciais poderiam aparecer no petróleo - com uma tendência de alta caso haja risco aos fluxos no Oriente Médio; nos fretes marítimos que podem subir com o aumento dos prêmios de risco - tal qual se registrou na região do Mar Negro em função da guerra Rússia x Ucrânia - e também nos fertilizantes, como a ureia, por exemplo, com a possibilidade de uma elevação nos custos de reposição.
Nas commodities agrícolas, como explica Leal, "o óleo de soja pode reagir em alta se o mercado precificar risco de desabastecimento ou interrupções logísticas, e no milho pode haver aumento no custo de reposição, especialmente via impacto cambial e energético".
"Em resumo, o foco do mercado estará nas respostas de China e Rússia, no comportamento do petróleo e do câmbio e na reação das bolsas e commodities na segunda e terça-feira", diz.
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