Visita de Trump à China não deve render avanços, mas tem como objetivo manter a estabilidade
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Por Laurie Chen e Michael Martina
PEQUIM/WASHINGTON, 9 Mar (Reuters) - A reunião neste mês entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, não deve criar espaço nem mesmo para uma redefinição limitada dos laços comerciais e de investimento, segundo cinco pessoas informadas sobre os preparativos.
Até o momento, líderes empresariais norte-americanos não garantiram a delegação de CEOs que alguns pretendiam. Por outro lado, não há indicação de que Pequim esteja no caminho de obter as proteções de investimento que buscou em nome das empresas chinesas.
Washington e Pequim estão buscando manter a estabilidade que tem caracterizado as relações entre as duas maiores economias do mundo desde o final do ano passado, após um período conturbado marcado pelas tarifas de Trump e pelo estrangulamento da China sobre as exportações de terras raras.
Mas algumas empresas norte-americanas também tinham esperança de que a visita de Trump pudesse ir além de um sinal verde para os acordos sobre as compras chinesas de soja e aeronaves Boeing, já em consideração.
A frustração chinesa com o planejamento de última hora do governo Trump para um evento que normalmente leva meses de preparativos meticulosos tem ofuscado o encontro - o primeiro entre Trump e Xi desde que eles concordaram com a trégua comercial em outubro -, disseram à Reuters três pessoas com conhecimento dos preparativos.
As incertezas, além da liberação para o investimento chinês, incluem a questão espinhosa das tarifas de Trump e se ele terá a companhia do tipo de delegação empresarial de alto nível que os líderes do Canadá, Reino Unido e Alemanha levaram recentemente à China em suas visitas de Estado.
"Esta parece ser uma visita de Estado cada vez menor. A ambição sobre o que essa viagem realizará parece estar ficando menor a cada dia", disse Ryan Hass, diretor do John L. Thornton China Center da Brookings Institution.
A Casa Branca, o Departamento do Tesouro, o Escritório do Representante Comercial dos EUA e os ministérios do Comércio e das Relações Exteriores da China não responderam aos pedidos de comentários sobre as perspectivas da cúpula.
Trump visitará a China de 31 de março a 2 de abril, disse uma autoridade dos EUA à Reuters no mês passado. A China não confirmou a viagem, mas seu principal diplomata disse no domingo que a agenda para o encontro está "na mesa".
"O que é necessário é que ambos os lados façam preparativos minuciosos para criar um ambiente propício para administrar as diferenças existentes", disse o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, em uma coletiva de imprensa à margem de uma reunião anual do Parlamento em Pequim.
Washington só começou a realizar reuniões de planejamento para a viagem recentemente, deixando pouco tempo para uma visita de Estado que Pequim espera que seja altamente coreografada, disseram duas fontes.
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