Brasil é um dos países que mais utiliza bioinsumos no mundo
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O Brasil é um dos países que se destaca no mercado global de bioinsumos por ser um dos que mais utilizam esse tipo de insumo no mundo. O faturamento do setor já superou R$ 7 bilhões, o que coloca o país atrás da China e dos Estados Unidos. Os dados foram apresentados durante o Workshop de Inteligência de Mercado em Bioinsumos.
Atualmente, o Brasil responde por 18% do segmento global e detém metade de toda a movimentação financeira deste mercado na América Latina.
O avanço expressivo reflete uma mudança estrutural no campo. Entre 2022 e 2025, o número de empresas do setor cresceu mais de 50%. Segundo Larissa Bonotto, diretora de operações da ANPII Bio, o crescimento está diretamente ligado ao acesso a dados qualificados e à integração da cadeia produtiva. "Iniciativas de inteligência são fundamentais para sustentar esse crescimento e consolidar o país como protagonista global", avalia a executiva.
Para a CropLife Brasil, entidade que reúne empresas do setor de tecnologia agrícola, o crescimento está atrelado principalmente a quatro fatores: profissionalização e expansão da indústria; necessidade de combate a pragas resistentes pelo manejo integrado; busca por soluções sustentáveis para a lavoura e maior adoção dos produtos.
"O produto químico, normalmente, tem um efeito de choque relevante, e o produto biológico tem um efeito residual. Isso traz, conforme ele (agricultor) for combinando produtos químicos e biológicos, uma proteção maior ao longo da lavoura, o que traz ganhos de produtividade", analisa o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.
Soja e milho lideram mercado nacional
O uso de defensivos e fertilizantes biológicos já é uma realidade em larga escala no Brasil. De acordo com o levantamento da Blink Inteligência Aplicada, as culturas de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e citros concentram 96% do mercado nacional. No milho, por exemplo, os bioinsumos já representam 10,1% do total de insumos utilizados, superando a média de outras culturas.
No detalhamento por segmento, os bionematicidas aparecem na liderança com 31% de participação, seguidos pelos bioinseticidas (25%) e biofungisidas (15%). A expansão em área tratada com biológicos comerciais foi de 15,8% na comparação com a safra anterior. No entanto, o faturamento do setor cresceu em ritmo menor, cerca de 3,6%, evidenciando uma forte competição de preços entre as mais de 200 empresas registradas no Ministério da Agricultura (MAPA).
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