Chocolat Amazônia encerra 10ª edição, em Belém, com sucesso de público e negócios e consolida o Pará no topo da cacauicultura nacional
Mais movimentado, diversificado e lucrativo, o Chocolat Amazônia finalizou a sua 10ª edição neste domingo (26) no Hangar Centro de Convenções, em Belém, com recorde de visitantes e transações comerciais. A feira de origem e negócios – considerada a maior da América Latina – fortaleceu o Pará como principal polo de chocolate do Brasil, atraindo produtores, marcas, líderes do setor, autoridades e público durante quatro dias com uma vasta programação.
“Chegamos a 10ª edição do Chocolat Amazônia e a 45ª do Chocolat Festival no Brasil e no exterior e o impacto é imenso. Nós transformamos muitas vidas, não só por causa do evento, é um esforço conjunto. Além do projeto, são os incentivos do Governo do Pará através do Funcacau, cooperativas, associações, sindicatos e principalmente o produtor que admitiu que é possível mudar sua vida a partir da agregação de valor. A partir disso, tivemos uma transformação de praticamente zero marca de chocolate e derivados por volta do ano de 2013 para mais de 200 em 2026. Esse crescimento, reposicionamento e valorização é a grande transformação do evento, em especial o consumidor reconhecendo isso e comprando chocolate de verdade, com alto teor de cacau”, disse Marco Lessa, CEO da MVU Empreendimentos e criador do Chocolat Festival.
De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz, o Chocolat Amazônia e o Flor Pará estimulam o empreendedorismo no estado e aumentam a qualidade das produções.
“Nós estamos aqui a festejar mais um evento, o décimo Festival Internacional de Chocolate, em Belém. Tivemos homens e mulheres que ingressaram na produção de chocolate de várias partes do estado e que estiveram conosco promovendo o seu produto. Destaque também para as flores paraenses, que abrilhantam o evento”.
Balanço Geral do Evento
Ao todo, o evento reuniu cerca de 100 mil pessoas, entre agricultores familiares, chefs de cozinha, empresários e consumidores apaixonados por chocolate.
O Chocolat Amazônia movimentou em 2026 cerca de 15 milhões em negócios. Esse número abrange as vendas diretas ao consumidor final, rodadas de negócios (B2B), networking e parcerias estratégicas entre produtores de cacau e marcas de chocolate.
O evento promoveu ainda mais de 10 horas de fóruns, palestras e workshops, com troca de conhecimento, capacitações e discussões sobre o mercado de cacau e chocolate nacional.
O coração da feira, os produtores, vieram de várias regiões do estado, especialmente o Xingu (transamazônica), que concentra a maior parte das amêndoas. Foram cerca de 300 expositores que ocuparam a área do Hangar, um deles foi Élido Trevisan, que produz geleias e licores a base de cacau em seu sítio no município de Medicilândia. Acompanhando de sua esposa, ele comemorou o sucesso de vendas que obteve durante os dias da feira.
“Já é a quinta vez que participo e nessa achei o evento mais inovador e mais organizado. Tivemos boas vendas, só não vendemos mais porque não trouxemos mais produtos, mas tudo dentro da nossa expectativa”, disse.
Sucesso da programação gastronômica e cultural
Uma das atividades mais deliciosas e esperadas do Chocolat Amazônia, a Cozinha Show reuniu 12 chefs nacionais e internacionais que ministraram aulas com ensinamentos de técnicas e degustação. O chocolate amazônico e a culinária paraense brilharam em receitas como a da chef paraense Angela Sicilia, que ressaltou a versatilidade do chocolate em pratos.
“O cacau e o chocolate paraense são atores principais na nossa gastronomia. Nós temos uma culinária extremamente rica, mas isso era algo que estava um pouco esquecido, e neste momento o chocolate começa a aparecer não só como doce ou como sobremesa, mas em pratos salgados também.
O evento foi lindo, a sala estava cheia, e isso dá oportunidade de que várias receitas sejam criadas e o público podendo provar e dar a sua verdadeira opinião”, comentou.
Outro destaque do evento, o espaço Ateliê do Chocolate foi um verdadeiro sucesso. Pessoas de todas as idades pararam para ver a construção de uma escultura feita 100% de chocolate pelo chef Léo Vilela, que homenageou um símbolo cultural e da biodiversidade do Pará.
“A escultura foi baseada no boto, que é uma lenda regional e identidade marcante do estado. Para a produção foram utilizados 140 Kg de chocolate, medindo 1,85m. O preparo foi totalmente artesanal, desde o derretimento do chocolate até a finalização”, disse.
A escultura ficou disponível para visitação do público e será doada para uma instituição filantrópica, bem como as centenas de kg de alimentos que foram doados durante os quatro dias de evento.
Próximas edições
A próxima parada do Chocolat Festival será em Salvador, entre os dias 14 e 17 de maio. Em 2026, o evento percorre o Brasil e o mundo com outras edições em Brasília (20 a 24/05), Altamira/PA (11 a 14/06), Ilhéus/BA (22 a 26/07) e Porto - PT (22 a 25/10).
Realização
O Chocolat Amazônia foi uma realização do Governo do Pará, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) e produção da MVU Empreendimentos.
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