Dólar abre em queda no Brasil em linha com o exterior após Copom cortar juros
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Por Igor Sodre
SÃO PAULO, 30 Abr (Reuters) - O dólar iniciou a quinta-feira em queda ante o real, em um dia de clima mais favorável aos ativos de risco no exterior, com a divisa norte-americana e o petróleo registrando queda, enquanto os investidores locais avaliavam a decisão de juros do Banco Central, que na véspera cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano.
Às 10h20, o dólar à vista cedia 0,3%, aos R$4,9872 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- caía 0,12%, aos R$5,0240.
A moeda norte-americana tem viés de queda no exterior, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caindo 0,37%, a 98,494. O movimento acontece enquanto os contratos de petróleo Brent recuam mais de 3%, após terem atingido o maior nível em quatro dias.
"Tudo isso tem beneficiado o desempenho de ativos arriscados, como commodities e moedas de economias emergentes, que é o caso do real. O mercado está devolvendo um pouco da aversão ao risco presente na semana por conta do impasse prolongado entre Irã Estados Unidos", disse Leonel Olivera Mattos, analista de inteligência de mercados da Stonex.
Localmente, os agentes digerem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC que, na véspera, argumentou em seu comunicado que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de "calibração" da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.
A autarquia defendeu serenidade e cautela na condução dos juros para que os passos futuros da calibração da Selic "possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos".
O mercado local de câmbio também é influenciado pela formação da Ptax de fim de mês nesta quinta. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Por conta da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h. A Ptax fechou no início da tarde em R$5,2194 para venda.
Nesta quinta, a agenda doméstica também contou com a divulgação dos dados do mercado de trabalho, que mostraram que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses até março, em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters.
Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou com variação positiva de 0,39%, aos R$5,0021.
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