Senadores norte-americanos pedem estabilidade e cooperação entre EUA e China

Publicado em 07/05/2026 09:17

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PEQUIM, 7 Mai (Reuters) - Uma delegação de senadores dos EUA em visita a Pequim pediu estabilidade e cooperação pacífica entre as duas maiores economias do mundo, uma semana antes da reunião dos líderes dos países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, viajará para a capital chinesa para se reunir com o presidente Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio.

"Acredito firmemente que queremos reduzir a tensão, não romper as relações. Queremos estabilidade, queremos respeito mútuo", disse o senador Steve Daines, que lidera a delegação bipartidária, em suas observações iniciais na reunião com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na quinta-feira.

O senador republicano afirmou que espera que a reunião dos líderes resulte em encomendas de jatos da Boeing, mesmo ao alertar que os dois países enfrentam problemas comerciais.

"Faz cerca de nove anos que não há uma compra de aeronaves da Boeing aqui", disse ele, de acordo com a mídia.

A China ainda não anunciou a visita de Trump, dizendo que os dois lados mantêm comunicação sobre a viagem. As relações entre as duas potências permanecem estáveis de modo geral, depois de uma trégua comercial em outubro passado, após a reunião de seus líderes na Coreia do Sul.

Falando a Daines, Wang disse que a China e os EUA devem ser parceiros e não rivais, apesar de suas diferenças, e pediu a Washington que veja Pequim de forma objetiva e estabeleça um entendimento racional.

"Espera-se que os EUA possam realmente respeitar os interesses centrais da China, administrar adequadamente as diferenças e dar as mãos para fazer mais coisas importantes, práticas e boas que sejam benéficas para os dois países e para o mundo", disse Wang em um comunicado de seu ministério.

A questão de Taiwan estará no topo da agenda de Pequim para a esperada reunião de líderes neste mês, uma diferença radical em relação à reunião na Coreia do Sul no ano passado.

A China reivindica Taiwan, que é governada democraticamente, como seu próprio território e a descreve regularmente como a questão mais sensível e importante em suas relações com Washington. O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.

(Reportagem de Liz Lee, Shi Bu e Redação de Pequim)

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Fonte:
Reuters

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