Monção perde força na Índia; chuvas abaixo da média esperadas nas próximas duas semanas

Publicado em 11/06/2026 12:32 e atualizado em 11/06/2026 13:07

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Por Rajendra Jadhav

MUMBAI, 11 Jun (Reuters) - A Índia deverá registrar precipitação abaixo da média nas próximas duas semanas, especialmente nas regiões central e norte, já que as "perturbações ocidentais" retardaram o avanço da monção anual, afirmaram nesta quinta-feira dois altos funcionários do serviço meteorológico.

As perturbações ocidentais são sistemas climáticos provenientes do Mar Mediterrâneo que trazem chuva e neve ao norte da Índia e podem, ocasionalmente, interromper o avanço da monção.

A monção é responsável por cerca de 70% das chuvas anuais do país e reabastece fontes de água cruciais em uma economia onde quase metade das terras agrícolas carece de irrigação e cerca de metade da população ganha a vida com a agricultura.

A redução das chuvas nos Estados do centro e do norte pode atrasar o plantio de culturas de verão, como arroz, algodão, soja e leguminosas.

"As perturbações ocidentais retardaram o avanço da monção, e pode levar mais alguns dias até que ela chegue ao centro da Índia", disse um autoridade de alto escalão do Departamento Meteorológico da Índia.

A monção, que vai de junho a setembro, geralmente começa a atingir o Estado de Kerala, no sul, por volta de 1º de junho, antes de cobrir todo o país em meados de julho, mas este ano seu início em Kerala foi adiado em três dias.

Até o momento, a monção cobriu Kerala, Tamil Nadu e a maior parte de Andhra Pradesh, bem como Karnataka e partes do sul de Maharashtra, que devem receber boas chuvas nas próximas duas semanas, disse o funcionário.

No entanto, as regiões central e norte provavelmente receberão chuvas significativamente abaixo do normal nessas duas semanas, disse o funcionário.

Espera-se que a monção ganhe força na última semana de junho, quando a maioria dos Estados provavelmente receberá chuvas abundantes, disse outro funcionário do departamento meteorológico. Ambos os funcionários se recusaram a ter seus nomes divulgados, pois não estavam autorizados a falar com a mídia.

(Reportagem de Rajendra Jadhav)

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Fonte:
Reuters

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