PF faz operação contra sancionados pelos EUA por suposta ligação com PCC, dizem fontes
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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 3 Jul (Reuters) - A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira uma operação contra pessoas sancionadas pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), disseram duas fontes com conhecimento do assunto.
A secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, uma das sancionadas pelo governo dos EUA, foi presa pela PF, segundo as duas fontes. Victor Henrique de Oliveira Shimada, outro sancionado e também alvo da operação, está foragido, segundo uma dessas fontes.
A defesa de Shimada não respondeu imediatamente a um pedido de comentário após a operação desta sexta-feira. Em um comunicado na quinta-feira, a defesa negou qualquer envolvimento com organização criminosa ou lavagem de dinheiro. A Reuters não conseguiu contatar imediatamente os representantes de Oliveira.
De acordo com uma das fontes, a operação vinha sendo planejada antes da sanção imposta pelo governo norte-americano, mas teve que ser acelerada após o anúncio das sanções pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump, no dia 1º de julho.
Essa foi a primeira ação policial do governo brasileiro envolvendo pessoas sancionadas pelos EUA após o governo Trump ter designado, em junho, o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Em nota, sem citar os alvos da operação, batizada de Exchange, a PF disse que o objetivo da ação desta sexta é "desarticular organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas".
A corporação disse ainda que os agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, nas cidades paulistas de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana do Parnaíba.
"Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$10,4 bilhões", afirmou a PF.
"As investigações prosseguem, e os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros delitos eventualmente identificados no curso da apuração."
(Reportagem de Ricardo Brito; Reportagem adicional de Isabel Teles; Edição de Tatiana Ramil e Eduardo Simões)
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