Ibovespa avança com dado de preços dos EUA sem tirar Oriente Médio do radar

Publicado em 14/07/2026 11:31 e atualizado em 14/07/2026 13:59
Indice de preços ao consumidor dos Estados Unidos recuou 0,4% em junho ante maio e subiu 3,5% em 12 meses, mostrou o Departamento do Trabalho, enquanto previsões de economistas consultados pela Reuters apontavam queda de 0,1% e alta de 3,8%, respectivamente.

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O Ibovespa avançava nesta terça-feira, com investidores repercutindo dados de preços ao consumidor norte-americano mais fracos do que as expectativas, enquanto seguem atentos ao Oriente Médio.

Por volta de 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,5%, a 176.612,98 pontos. O volume financeiro somava R$3,47 bilhões. 

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos recuou 0,4% em junho ante maio e subiu 3,5% em 12 meses, mostrou o Departamento do Trabalho, enquanto previsões de economistas consultados pela Reuters apontavam queda de 0,1% e alta de 3,8%, respectivamente. 

Após os dados, operadores passaram a precificar uma chance de 15% de aumento nos juros pelo Federal Reserve no final do mês, de 35% antes da divulgação. Para a decisão seguinte, em setembro, a probabilidade passou de mais de 90% para cerca de 70%.

Em Nova York, o rendimento do título de dez anos do Tesouro dos EUA recuava a 4,5794%, de 4,61% na véspera, enquanto o índice acionário S&P 500 rondava a estabilidade, com resultados de bancos também sob os holofotes.

Apesar da percepção mais favorável para a inflação, a analista de macroeconomia Sara Paixão, da InvestSmart XP, destacou que boa parte da desaceleração do índice de preços foi impulsionada pela queda do petróleo, "movimento que pode não se sustentar, já que a commodity voltou a registrar alta após o anúncio do fim da trégua entre Estados Unidos e Irã".

Na cena geopolítica, o Irã disparou mísseis balísticos contra uma base aérea dos EUA na Jordânia nesta terça-feira, enquanto os EUA atacaram alvos iranianos por cinco horas em uma batalha pelo controle do Estreito de Ormuz, sustentando a alta dos preços do petróleo.

DESTAQUES

• VALE ON avançava 1,85%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na China. A mineradora  também informou nesta terça-feira que avaliou uma oportunidade de investimento em ativo de minério de ferro em Corumbá (MS), mas descartou eventual transação.  No setor, CSN MINERAÇÃO ON era destaque negativo, com queda de 4,22%, após oito altas seguidas, quando acumulou ganho de quase 32%.

• PETROBRAS PN subia 0,57%, ainda amparada por nova alta dos preços do petróleo no mercado internacional, onde o barril sob o contrato Brent avançava 2,34%, a US$85,30.

• ITAÚ  UNIBANCO PN valorizava-se 0,67%, em sessão mais positiva para bancos como um todo no Ibovespa. BANCO DO BRASIL ON registrava alta de 0,94%, tendo no radar também possibilidade de anúncio nesta semana sobre renegociações de dívida rural. O índice do setor financeiro da bolsa subia 0,91%, apoiado ainda pelo desempenho de B3 ON, com elevação de 1,46%.

• TOTVS ON caía 1,54%, no segundo pregão seguido de queda, vindo de uma série de quatro altas, quando somou uma valorização de quase 5%.

• ONCOCLÍNICAS ON, que não está no Ibovespa, avançava 3,95%, a R$0,79, após aprovar um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas financeiras de aproximadamente R$5,1 bilhões, bem como outros créditos entre empresas do grupo. A Oncoclínicas afirmou que as operações seguem sendo conduzidas normalmente no atendimento a clientes, fornecedores e colaboradores.

 

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Por:
Reuters
Fonte:
Reuters

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