Vendas no varejo dos EUA registram aumento marginal em junho

Publicado em 16/07/2026 09:51 e atualizado em 16/07/2026 10:30

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WASHINGTON, 16 Jul (Reuters) - As vendas no varejo dos Estados Unidos aumentaram marginalmente em junho já que os preços mais baixos da gasolina pesaram sobre a receita dos postos de gasolina, embora os consumidores em busca de pechinchas tenham continuado a sustentar os gastos.

As vendas no varejo subiram 0,2% no mês passado, após ganho de 1,0% em maio em dado revisado para cima, informou nesta quinta-feira o Census Bureau do Departamento de Comércio.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo, que consistem principalmente em bens e não são ajustadas pela inflação, registrariam um aumento de 0,2% após avanço de 0,9% em maio divulgado anteriormente. As estimativas variavam de queda de 0,4% a alta de 1,0%.

Os preços médios da gasolina caíram para US$4,18 o galão no mês passado, ante US$4,61 em maio, segundo dados da Administração de Informações sobre Energia dos EUA.

O modesto alívio nas bombas de combustível, que refletiu uma retração nos preços do petróleo à medida que um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã se consolidava, liberou recursos para gastos em outras áreas. Mas a trégua ruiu na semana passada e a retomada das hostilidades no Oriente Médio fez com que os preços do petróleo e da gasolina voltassem a subir.

As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação aumentaram 0,5% em junho, após alta revisado para cima de 0,8% em maio. Essa medida corresponde mais de perto ao componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto e, segundo dados anteriores, haviam avançado 0,7% em maio.

Esse resultado provavelmente foi impulsionadas pelo evento Prime Day da Amazon no final do mês, com outros varejistas oferecendo promoções concorrentes.

A Copa do Mundo também deve ter impulsionado a receita de restaurantes e bares.

Os orçamentos familiares têm sido pressionados pelos preços mais altos decorrentes das tarifas de importação e, mais recentemente, pelo conflito no Oriente Médio. Os gastos continuam sendo impulsionados pelas famílias de renda mais alta, cuja riqueza foi impulsionada pela alta no mercado de ações.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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Fonte:
Reuters

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