Dólar tem mais longa sequência de altas do ano e atinge maior cotação desde final de março
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14 Ago (Reuters) - O dólar fechou a sessão desta sexta-feira em alta firme contra o real, na contramão do exterior, marcando a maior sequência de altas diárias do ano em meio a um movimento de aversão ao risco nos mercados brasileiros e acumulando na semana uma valorização de 2,7%.
O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,61%, aos R$5,2213 na venda, maior cotação desde 30 de março. Foi a quinta sessão consecutiva de alta -- mais longa sequência desde dezembro do ano passado, quando houve sete altas seguidas. No ano, a moeda norte-americana agora tem queda de 4,88% ante o real.
Às 17h03, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,78% na B3, a R$5,242.
A desvalorização do real -- que nesta sessão acompanhou queda do Ibovespa e alta generalizada dos juros futuros -- se dá em meio a uma saída de capital do mercado brasileiro, à medida que grandes fundos reduzem sua exposição ao Brasil no período pré-eleitoral. Após saldo positivo em julho, dados da B3 mostram uma saída líquida de R$13,56 bilhões em capital externo da bolsa em agosto até o dia 12.
Em meio a preocupações com as perspectivas fiscais no país e as incertezas em torno das eleições presidenciais, o mercado aguardava nesta sexta a divulgação da primeira pesquisa Quaest contratada pela TV Globo sobre a eleição de outubro, prevista para o final do dia.
Já no exterior o dólar tinha queda após dados dos EUA mostrando uma queda inesperada das vendas no varejo em julho reforçarem apostas do mercado de que o Federal Reserve não elevará a taxa de juros em setembro. O indicador veio após dados benignos de inflação nos EUA esta semana já terem contribuído para essa tendência. Às 17h15, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,27%, a 99,652.
Ainda assim, o aumento das tensões no Oriente Médio afetava o humor dos investidores e impulsionava os futuros do petróleo Brent.
Os Estados Unidos disseram que podem manter indefinidamente um bloqueio naval contra o Irã e aumentar a pressão econômica sobre o país, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem paralisadas -- cenário que se soma aos ataques a mais dois navios no Estreito de Ormuz, o que deixou o tráfego na região praticamente parado.
(Por Isabel Versiani; edição de Alexandre Caverni)
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