Importações de fertilizantes perdem ritmo e ficam 26% abaixo de setembro de 2025
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As importações brasileiras de fertilizantes voltaram a perder ritmo na segunda semana de setembro, após um início de mês que havia indicado uma recuperação em relação ao forte recuo registrado em agosto.
Nos oito primeiros dias úteis do mês, a média diária das importações de adubos ou fertilizantes químicos ficou próxima de 144,9 mil toneladas, 26,1% abaixo do registrado em setembro de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Na primeira semana, o ritmo estava bem mais próximo do observado no ano passado. Após quatro dias úteis, a média diária era de aproximadamente 182,5 mil toneladas, queda de apenas 6,9% na comparação anual.
Considerando apenas os quatro novos dias incluídos na segunda parcial, as entradas ficaram próximas de 107 mil toneladas por dia, mostrando uma desaceleração importante em relação ao começo do mês.
O movimento volta a colocar atenção sobre o ritmo das importações depois de agosto ter terminado com uma queda de 43,2% no volume recebido pelo Brasil frente ao mesmo mês de 2025.
O preço médio dos fertilizantes importados permanece acima do registrado no ano passado. Até a segunda semana de setembro, a alta era de aproximadamente 12,4%, enquanto o valor médio diário desembolsado nas importações estava 16,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Em entrevista recente ao Notícias Agrícolas, Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest, destacou que a menor entrada de produto não representa, neste momento, um cenário de falta generalizada de fertilizantes no Brasil. Segundo ele, o quadro também precisa ser analisado levando em conta a demanda mais retraída e algum avanço da produção nacional.
A atenção é maior entre os nitrogenados. Souza destacou que a oferta doméstica está mais ajustada do que no ano passado e que a ureia merece acompanhamento, principalmente porque as compras para a segunda safra de milho estão menos avançadas.
Segundo a Agrinvest, cerca de 90% das necessidades de fertilizantes para a soja 2026/27 já foram adquiridas, enquanto aproximadamente 45% das compras destinadas à safrinha de milho estavam fechadas no início de setembro.
Com isso, a soja entra no plantio com uma parcela maior das necessidades já contratada, enquanto o milho ainda permanece mais exposto aos movimentos de oferta e preços no mercado internacional.
A segunda parcial de setembro, portanto, enfraquece o sinal de recuperação observado na primeira semana e mantém as importações brasileiras de fertilizantes como um ponto de atenção nas próximas atualizações da Secex.
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