China e UE chegam a acordo sobre veículos híbridos e mantêm negociações sobre veículos elétricos
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PEQUIM, 9 Out (Reuters) - A China e a União Europeia chegaram a um “acordo” sobre o comércio de veículos híbridos, informou o Ministério do Comércio chinês nesta sexta-feira, após dois dias de negociações nas quais o bloco buscou reduzir seu déficit comercial com Pequim.
O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou que buscava “resultados tangíveis” em sua visita à China, em meio às crescentes preocupações do bloco com o déficit, que chegava a mais de 1 bilhão de euros (US$1,12 bilhão) por dia.
O entendimento sobre o comércio de veículos híbridos, em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), foi alcançado após intensas negociações, informou o ministério chinês, sem fornecer detalhes.
Questionada se a declaração chinesa era conjunta, a Comissão Europeia informou que Sefcovic se pronunciaria sobre as negociações em uma coletiva de imprensa.
Autoridades da UE estão preocupadas com o forte aumento nas importações de automóveis da China. As importações de híbridos recarregáveis para a UE aumentaram 86% no período até setembro, com uma queda de 20% nos preços. Mais da metade desses veículos é agora proveniente da China, enquanto, em 2025, a participação da China nas importações de PHEV era de 30% em termos de valor.
As discussões entre o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e Sefcovic, em Pequim, na quinta e nesta sexta-feira, foram “pragmáticas e produtivas”, informou o ministério chinês.
A China e a UE também concordaram em continuar as discussões sobre compromissos de preços e procedimentos de revisão relacionados à investigação antissubvenção da UE sobre veículos elétricos chineses, segundo o ministério.
A disputa entre a China e a UE sobre as exportações baratas de veículos elétricos chineses, que remonta a 2024, tem prejudicado as relações bilaterais e, desde então, se ampliou para incluir setores como conhaque, carne suína e laticínios, bem como terras raras e minerais críticos.
A China precisa de compradores estrangeiros para absorver a enxurrada de produtos baratos e subsidiados pelo Estado que seus próprios consumidores não conseguem absorver, e a UE está dividida entre acolher essas importações para aliviar o custo de vida e mantê-las fora para reconstruir suas próprias fábricas.
Ambos os lados continuarão explorando a possibilidade de reduzir as tarifas sobre certos produtos dentro da estrutura das regras da OMC e darão continuidade ao diálogo sobre o acesso ao mercado para dispositivos médicos, informou o ministério chinês.
Uma terceira reunião ordinária do mecanismo de consulta ocorrerá em março de 2027, e as duas partes concordaram em manter a comunicação, incluindo uma videoconferência em nível ministerial em janeiro, informou o ministério.
(Reportagem de Qiaoyi Li, Yukun Zhang e Joe Cash; Reportagem adicional de Philip Blenkinsop, em Bruxelas)
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