Importações de fertilizantes reagem no início de outubro após quedas de agosto e setembro

Média diária das entradas fica cerca de 31% acima do ritmo de setembro, embora ainda permaneça 6,3% abaixo de outubro de 2025
Publicado em 13/10/2026 15:23

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s importações brasileiras de fertilizantes começaram outubro em ritmo mais forte após dois meses marcados por volumes significativamente inferiores aos registrados no ano passado. Nos sete primeiros dias úteis do mês, o Brasil importou aproximadamente 1,36 milhão de toneladas de adubos ou fertilizantes químicos, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A média diária ficou próxima de 194,4 mil toneladas, 6,3% abaixo do registrado em outubro de 2025. Apesar de ainda permanecer negativa na comparação anual, a diferença é bem menor do que a observada nos meses anteriores.

Em setembro, as importações terminaram com média próxima de 147,9 mil toneladas por dia, 24,5% abaixo do mesmo mês de 2025. Dessa forma, o ritmo registrado neste início de outubro está cerca de 31% acima da média diária observada no mês passado.

O movimento ocorre após o Notícias Agrícolas mostrar, na semana passada, que o Brasil acumulou entre janeiro e setembro uma redução de 5,26 milhões de toneladas nas importações de fertilizantes frente ao mesmo período do ano anterior.

Tomás Pernías, analista da StoneX, destacou que a retração acumulada nos volumes importados não foi homogênea entre os produtos. Até setembro, as importações de MAP recuaram 15%, enquanto as de SSP caíram 24%. A ureia apresentou redução de 21%, o nitrato de amônio de 32% e o sulfato de amônio de 18,5%.

A evolução das compras ganha importância diante da preparação para o milho safrinha de 2027, período que concentra parte da demanda por fertilizantes nitrogenados. A StoneX já vinha alertando para a necessidade de recomposição de estoques antes dessa etapa, em um cenário de custos elevados e incertezas sobre o ritmo das aquisições.

O início mais forte de outubro ainda não permite concluir se o mercado está diante de uma recuperação consistente das compras ou apenas de uma recomposição após volumes menores nos meses anteriores. Também permanece em aberto a hipótese de que parte das aquisições tenha sido apenas adiada, em vez de representar uma redução efetiva da demanda brasileira por fertilizantes.

Por isso, a retomada do ritmo das importações não deve ser interpretada automaticamente como mudança na quantidade de fertilizantes aplicada nas lavouras. Nos primeiros dias de outubro, o valor médio diário desembolsado nas importações ficou 7,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, enquanto o preço médio apresentou pequena queda de 1,3%.

As próximas atualizações da Secex deverão indicar se a reação observada no começo de outubro se sustenta e começa a reduzir a diferença acumulada ao longo do ano.

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