Ibovespa firma queda com pressão de WEG sem tirar eleição do radar
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O sinal negativo prevalecia na bolsa paulista nesta quarta-feira, com destaque para o tombo de 6,74% das ações da WEG após a divulgação do balanço, enquanto agentes financeiros permanecem atentos ao cenário eleitoral.
Por volta de 14h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,83%, a 206.568,87 pontos, chegando a 206.319,86 pontos no pior momento. O volume financeiro no pregão somava R$22,72 bilhões.
Mais cedo, o Ibovespa superou 209 mil pontos, mas perdeu o fôlego após nova pesquisa Quaest revelar uma vantagem numérica menor do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial no próximo domingo.
O levantamento mostrou Flávio com 45% das intenções de votos e Lula com 44%, ainda em empate técnico. Na pesquisa anterior, há uma semana, Flávio aparecia com 46% e Lula registrava 44%. Na pesquisa espontânea, quando não é apresentada ao entrevistado uma lista com o nome dos candidatos, Flávio e Lula aparecem empatados em 40%. Na pesquisa anterior, o senador tinha 43% e o presidente somava 42%.
O instituto mediu ainda a rejeição dos dois postulantes ao Palácio do Planalto. Flávio é rejeitado por 52%, ante 54% na pesquisa anterior. Já a rejeição a Lula diminuiu, estando agora em 47%, ante 53% na pesquisa anterior.
Após a euforia inicial com o desfecho do primeiro turno, com Flávio à frente de Lula, o Ibovespa tem oscilado sem uma direção única, com investidores ajustando as posições antes do resultado das urnas no próximo domingo.
Dados atualizados da B3 também mostraram uma saída líquida de capital externo no último dia 19, levando o saldo positivo acumulado no mês para R$19,98 bilhões, de R$20,99 bilhões até o dia 16.
A safra de balanços no Brasil também começa a ocupar as atenções, com WEG em destaque no dia, enquanto estrategistas da XP afirmaram que suas estimativas apontam para uma temporada fraca, com desempenho melhor concentrado em poucos setores, notadamente óleo e gás e saúde, enquanto mineração e siderurgia e varejo foram apontados como destaques negativos.
A correção negativa do Ibovespa contrastava com o viés em Wall Street, onde o S&P 500 subia 0,70%, com os resultados trimestrais da SpaceX e da Super Micro Computer alimentando o interesse por ações ligadas à inteligência artificial.
DESTAQUES
• WEG ON recuava 6,74% após balanço do terceiro trimestre mostrar lucro líquido de R$1,67 bilhão e Ebitda de R$2,35 bilhões, ligeiramente abaixo de previsões de analistas.
• VAMOS ON perdia 6,33%, com agentes também analisando prévia de resultado da companhia com receita líquida consolidada do terceiro trimestre foi de R$1,59 bilhão, expansão de 4,3% ano a ano. As ações vinham de três sessões seguidas de alta, período em que acumularam valorização de mais de 18%.
• BTG PACTUAL UNIT caía 1,69%, em dia sem tendência única para o setor, após desempenho robusto na véspera. BRADESCO PN, que divulga balanço no final da quinta-feira, cedia 0,19% e BANCO DO BRASIL ON recuava 0,7%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,23% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizava-se 1,19%.
• PETROBRAS PN cedia 0,34%, em sessão sem direção definida dos preços do petróleo no exterior.
• VALE ON caía 1,79%, em pregão com variações modestas dos futuros do minério de ferro na China. Analistas do UBS BB reiteraram a recomendação neutra para as ações da mineradora e reduziram o preço-alvo dos papéis para R$73, ante R$77.
• TOTVS ON avançava 1,81%, caminhando para o quarto pregão seguido de alta, ajudada nessa sessão pelo movimento positivo do setor de tecnologia no exterior.
• AUREN ENERGIA ON subia 0,72%, no terceiro pregão seguido de alta. No último dia 19, após o fechamento do mercado, a companhia informou o início da aquisição de até 1,95 milhão de ações dentro de programa de recompra aprovado em março.
(Edição Alberto Alerigi Jr. e Eduardo Simões)
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