Valorização do dólar pesa sobre commodities agrícolas em Chicago e NY
A alta da moeda norte-americana torna os produtos mais caros para os importadores e impacta negativamente nos preços. Além disso, o baixo volume de negócios atuou como catalisador para as perdas.
Dentre as commodities, as que mais perderam foram o cacau - 3,39% no vencimento março, o açúcar - 3,49 para o mesmo vencimento e o café - 2,31% em NY.
Apenas o algodão não seguiu a tendência e fechou em alta sustentando-se na restrição da oferta e na aquecida demanda chinesa. A pluma subiu 1,11% nesta terça-feira.
Em Chicago, todos os grãos encerraram o pregão no campo negativo. As cotações registraram também um movimento de realização de lucros depois da soja, do milho e do trigo terem atingido seus maiores patamares em 2 anos.
Outro fator que exerceu pressão negativa nos preços foi a previsão de chuvas na Argentina e mais a expectativa de temperaturas mais amenas.
Hoje, os preços continuam cedendo. Em Nova York e Chicago, todas as agrícolas trabalham do lado negativo da tabela.
Até mesmo o suco de laranja, que vinha encontrando suporte no intenso inverno norte-americano e registrando patamares históricos, também não aguentou a pressão da alta do dólar.
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