Preço médio negociado do algodão 26/27 cobre custos operacionais, mas ainda fica abaixo do custo total em MT

Imea calcula ponto de equilíbrio de R$ 147,47/@ para cobrir todas as despesas da safra, enquanto média ponderada das negociações até agosto ficou em R$ 129,67/@
Publicado em 22/09/2026 14:26 | Atualizado em 22/09/2026 15:07

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O preço médio negociado do algodão da safra 2026/27 em Mato Grosso já supera os níveis necessários para cobrir os custos operacionais da produção, mas ainda permanece abaixo do ponto de equilíbrio necessário para remunerar o custo total da atividade. É o que mostram os dados mais recentes do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Considerando a produtividade média das últimas três safras, de 126,86 arrobas de pluma por hectare, o instituto calcula que o algodão precisa ser negociado a pelo menos R$ 120,06 por arroba para cobrir o Custo Operacional Efetivo (COE), R$ 128,20/@ para alcançar o Custo Operacional Total (COT) e R$ 147,47/@ para remunerar o Custo Total (CT).

Até agosto, porém, o preço médio ponderado das negociações da safra 2026/27 estava em R$ 129,67 por arroba.

Com isso, o valor médio comercializado supera em R$ 9,61/@ o nível necessário para cobrir o COE e em R$ 1,47/@ o ponto de equilíbrio do COT, mas ainda fica R$ 17,80/@ abaixo do valor necessário para cobrir o custo total da produção.

O quadro mostra que, apesar da melhora dos preços observada nos últimos meses, a margem do cotonicultor mato-grossense segue pressionada para a próxima temporada.

Em agosto, o custeio da safra 2026/27 foi estimado pelo Imea em R$ 10.617,82 por hectare, pequena retração de 0,11% em relação ao mês anterior.

Já o COE avançou 0,13% no período, para R$ 15.250,61 por hectare, pressionado principalmente pelas despesas com arrendamento, que subiram 4,72% no mês.

O COT foi projetado em R$ 16.264,37 por hectare, alta mensal de 0,25%, enquanto o custo total chegou a R$ 18.709,02 por hectare, avanço de 0,21%.

Os números reforçam que a recuperação das cotações ainda não eliminou a pressão sobre a rentabilidade da safra 2026/27. A evolução dos preços, dos custos dos insumos e da produtividade será determinante para a definição das margens do produtor ao longo da próxima temporada.

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