Algodão sobe em Nova York nesta 4ª feira (14); colheita avança nos EUA

Lavouras classificadas em boas ou excelentes aumentaram 2%
Publicado em 14/10/2026 16:32

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços do algodão fecharam em alta nesta quarta-feira (14) na Bolsa de Nova York. O contrato dezembro/26 avançou 0,15 cent (+0,19%), encerrando a sessão a 80,66 cents/lb. O março/27 subiu 0,17 cent (+0,20%), para 84,00 cents/lb. Já o maio/27 ganhou 0,21 cent (+0,25%), a 85,69 cents/lb, enquanto o julho/27 também avançou 0,21 cent (+0,24%), fechando a 86,13 cents/lb.

No campo, o relatório semanal de progresso das safras dos Estados Unidos mostrou que 82% das lavouras de algodão já haviam aberto até domingo. A colheita alcançou 31% da área, dois pontos percentuais acima da média histórica. No Texas, principal estado produtor, os trabalhos chegaram a 38%, quatro pontos acima da média. A parcela das lavouras classificadas em boas ou excelentes condições subiu dois pontos percentuais na semana, para 34%.

No mercado externo, os preços do petróleo bruto ampliaram os ganhos e atingiram o maior nível em duas semanas, impulsionados pela escalada das hostilidades no Oriente Médio e pelas preocupações com interrupções no fornecimento regional de energia. As cotações, porém, recuaram das máximas do dia após o índice do dólar atingir o maior patamar em um ano e meio.

A moeda norte-americana ganhou força após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos referente a setembro, que ficou acima das expectativas. O resultado reforçou as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter os juros elevados por mais tempo. Segundo os dados de mercado informados, a probabilidade de aumento da taxa na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) deste mês passou de 22% para 44% após a divulgação do indicador.

No mercado brasileiro, as cotações do algodão em pluma seguem em queda neste início de outubro, após também recuarem em setembro. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento está relacionado à baixa dos preços internacionais, ao menor interesse por novas compras e à preferência das indústrias pelo uso de volumes já contratados.

Pesquisadores do Cepea apontam que boa parte das indústrias tem priorizado a fibra adquirida anteriormente ou mantida em estoque. Além disso, algumas empresas buscam comprar matéria-prima por valores inferiores aos pedidos pelos vendedores, dificultando o fechamento de novos negócios e pressionando as cotações. Apesar das quedas recentes, os preços internos continuam acima da paridade de exportação.


 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário