Algodão recua em Nova York; consultoria destaca pressão da oferta global
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Os preços do algodão encerraram a sessão desta quinta-feira (15) em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento dezembro/26 recuou 0,60 cent (-0,74%), fechando a 80,06 cents/lb. O contrato março/27 perdeu 0,58 cent (-0,69%), para 83,42 cents/lb. Já o maio/27 caiu 0,57 cent (-0,67%), encerrando a 85,12 cents/lb, enquanto o julho/27 também recuou 0,57 cent (-0,66%), a 85,56 cents/lb.
Em análise sobre o mercado, o Itaú BBA avalia que o aumento da disponibilidade global de algodão tende a limitar uma recuperação imediata das cotações. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ampliou as estimativas de produção e estoques, pressionando os preços no curto prazo.
Apesar disso, o balanço mundial segue deficitário, com o consumo projetado superando a produção em aproximadamente 1,1 milhão de toneladas. Para o banco, esse cenário preserva fundamentos potencialmente favoráveis aos preços no médio prazo.
No Brasil, o avanço favorável do plantio da soja em Mato Grosso reforça a perspectiva de expansão da área de algodão de segunda safra dentro da janela ideal. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área destinada à cultura no estado deverá crescer cerca de 4% na safra 2026/27 em relação ao ciclo anterior.
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