Biodiesel: ANP deve decidir amanhã percentual no 76º leilão para mistura de novembro e dezembro

Publicado em 07/10/2020 10:52 84 exibições

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Amanhã, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá decidir o porcentual de biodiesel que será misturado ao diesel nos meses de novembro e dezembro, depois que o aumento da exportação de soja pelo Brasil reduziu a principal matéria-prima dos produtores do biocombustível, além de aumentar o valor do produto.

Na segunda-feira, o 76º Leilão de Biodiesel realizado pela ANP foi aberto e suspenso, como o previsto, para que os produtores informassem à agência o volume disponível para a venda. Com essa informação, a ANP vai decidir se mantém a mistura de 12% (B12) como prevê o edital do 76º Leilão, ou se reduz para B11 ou B10.

De acordo com a União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), o volume informado na segunda-feira foi de 1,2 bilhão de litros de biodiesel, o suficiente para cobrir o porcentual obrigatório de 12%.

O problema, informa a entidade, é que o volume é apertado e não dá margem para estoques, como querem as distribuidoras e o governo, que gostariam de uma oferta 20% maior e de 1,3 bilhão de litros, respectivamente.

A Ubrabio defende a liberação da importação de óleo de soja ou gordura animal para recuperar os estoques que foram reduzidos durante o auge da pandemia de covid-19, em março e abril. Temerosos de uma queda drástica de consumo de diesel, as distribuidoras compraram menos do que deviam na época, tendo que acessar os estoques de biodiesel para acompanhar a demanda de diesel, que ficou acima do esperado.

De acordo com a Ubrabio, a ANP suspendeu o leilão justamente para não ocorrer o descasamento que ocorreu no 72º Leilão, em abril. Na quinta-feira, a tendência é de que seja definido o porcentual da mistura e o leilão seja retomado.

A discussão do porcentual da mistura de biodiesel para o fim do ano acontece em meio às discussões entre a Petrobras e o governo sobre a utilização do diesel verde no lugar do biodiesel. A estatal quer que o seu produto, que é produzido a partir de um combustível fóssil, apesar de emitir menos gases efeito estufa do diesel comum, seja considerado biodiesel, enquanto os produtores do biocombustível e a ANP defendam que o diesel verde entre em uma combinação ternária, substituindo o diesel fóssil e não o biocombustível.

A polêmica foi parar em um Comitê do Ministério de Minas e Energia, que ainda vai definir como será classificado o novo produto da Petrobras.

Fonte:
Estadão Conteúdo

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