Associações indicam riscos da abertura da importação de biodiesel
A APROBIO – Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil, a ABIOVE - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, a ACEBRA – Associação das Empresas Cerealistas do Brasil, e a UBRABIO - União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene manifestam seu apoio integral à nota divulgada pela Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) acerca dos riscos da abertura à importação de biodiesel.
As entidades compartilham da preocupação com os impactos negativos que a medida pode gerar sobre a indústria nacional, a previsibilidade regulatória, os investimentos já realizados e a segurança jurídica do setor. O Brasil possui capacidade produtiva instalada suficiente para atender à demanda interna, com elevada ociosidade, o que afasta qualquer justificativa técnica para a importação do produto. A principal matéria-prima para produção de biodiesel são os óleos vegetais, que já são importados livremente no Brasil, tornando desnecessária e improducente a importação direta de biodiesel.
A APROBIO, a ABIOVE, a ACEBRA e a UBRABIO reafirmam que a valorização da produção nacional de biodiesel é estratégica para a geração de empregos, o fortalecimento do agronegócio, a interiorização do desenvolvimento e o cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo país, especialmente no âmbito da Lei do Combustível do Futuro.
Manter um ambiente regulatório estável e previsível é condição essencial para garantir segurança energética, competitividade e a continuidade de um programa que se consolidou como referência internacional.
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