Boi: Mercado futuro reage e sobe mais de 1% na BM&F nesta 5ª feira

Publicado em 25/10/2012 15:30 e atualizado em 25/10/2012 17:36 717 exibições
O mercado futuro do boi gordo parece ter iniciado uma recuperação depois de dias de queda e disparou nesta quinta-feira (25). As principais posições negociadas na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuro de São Paulo) operam com boas altas no pregão de hoje, com os principais vencimentos registrando ganhos de mais de 1%. 

A alta apresentada pelo indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa de 0,2% nesta quarta-feira (24) foi um dos principais fatores que motivaram esta alta, segundo explicou a consultora de mercado Lygia Pimentel, da Agrifatto. 

De acordo com informações do Cepea, ontem, o indicador encerrou a R$ 96,17 e, considerando os meses de outubro dos últimos 12 anos, esta foi a primeira vez que o índice ficou estável neste mês. "Após a queda iniciada no fim de setembro e uma semana de paradeira, o indicador finalmente agiu de acordo com o que o mercado futuro insistia em precificar: alta", disse Lygia. 

A consultoria explicou ainda que as escalas de abate estão bastante e há uma pressão de compra por parte dos frigoríficos, o que também estimula esse avanço observado nos preços. 

A oferta de animais de confinamento, em sua maior parte, ainda não chegou e alguns confinamentos menores também não atenderam as expectativas do mercado e isso serviu de estímulo para uma alta de R$ 0,90 no mercado físico, alta imediatamente refletida pelo mercado futuro. 

Sobre uma possível continuidade desse movimento de alta, Lygia afirma que "a expectativa era de uma grande liberação de animais confinados. Mas, o que rege mesmo os preços nessa época do ano é o clima, e o cenário climático é de entressafra, típico deste período. Então, sempre podemos contar com uma oferta menor de animais, o que é normal". 

Entretanto, disse ainda que as cotações da carne têm se mostrado fracas nos últimos dias e isso atrapalha as margens dos frigoríficos. Por outro lado, os mesmos não podem deixar de preencher suas escalas de abate, já que o custo fixo para que o frigorífico continue funcionando é o mesmo, e não é possível que se trabalhe com um giro muito pequeno.

Sendo assim, nesse momento o que rege o mercado é essa menor oferta de animais dos últimos dias, e não necessariamente a demanda e os preços do atacado. Em São Paulo, as escalas, atualmente, atendem de dois a cinco dias úteis, em média, tempo normal para esse período de entressafra. 

Clique no link abaixo e confira a entrevista da consultora de mercado Lygia Pimentel sobre o mercado nesta quinta-feira:

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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