Indústrias cortam em até R$ 8 a oferta pela @ em SP por contaminação do caso JBS em MS
O mercado paulista do boi gordo acordou nesta sexta com a arroba despencando até R$ 8,00 pela contaminação da situação da JBS no Mato Grosso do Sul, que retirou das compras suas sete plantas no estado depois que a Justiça bloqueou seus recursos bancários. Se estão havendo negócios com o preço abaixo dos R$ 130,00, ainda não se tem notícias concretas, mas está confirmada a tentativa por parte dos compradores em São Paulo.
“Já quando caiu R$ 5,00 até o episódio no estado vizinho (terça-feira) os negócios vinham sendo pontuais, na base do desespero de alguns pecuaristas, agora então não deverá acontecer mesmo”, explicou o presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente, Carlos Roberto Biancardi.
Além de não ter boi sobrando, nem mesmo de confinamento, o pecuarista acredita que se o governo do Mato Grosso do Sul derrubar o ICMS de 12% para 5%, como fez anteriormente no auge da delação do Joesley, não deverá ter “a mesma enchente de animais por aqui como antes”.
As praças do Oeste de São Paulo, pela proximidade com o epicentro da confusão criada pela JBS no mercado sul-mato-grossense, sentem o impacto desse pressão de imediato, vista pelo confinador Sérgio Przepiorka como “oportunismo do cartel”, que também confirmou a tentativa dos frigoríficos em derrubar mais ainda a arroba hoje. Segundo disse há pouco ao Notícias Agrícolas o proprietário do Boitel Chaparral, de Rancharia, “eles (as indústrias) em menos de meia hora fecham os preços do mercado e 8 e meia da manhã estão todos quase iguais”.
O Chaparral tem capacidade estática de 20 mil animais – do próprio Przepiorka e de clientes – mas quando muito tem 14 mil no cocho hoje, com uma média de saída diária muito pequena.
“Não há oferta, dificilmente terá negócios”, avisou o produtor, lembrando ainda aquilo que o Notícias Agrícolas trouxe ontem sobre o Mato Grosso do Sul: os frigoríficos estão escalados, portanto só compram se baterem na porta por bagatela. Muito menos numa sexta-feira.
Mas ele lembra que nem todos seguem a mesma cartilha de embarcarem no mesmo movimento de pressão, no que Biancardi, de Presidente Prudente, concorda. "O Marfrig da região, por exemplo, já sempre pagou menos, mas vende mais, dá mais giro, e para muitos pecuaristas acaba sendo uma espécie de segurança".
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