Farsul realiza levantamento sobre consumo mundial de carne bovina
A Farsul está realizando um levantamento sobre o consumo de carne no mundo. Utilizando dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o estudo mostra o consumo per capta dos países entre 1990 até as projeções para 2028. Na primeira parte, divulgada nesta quarta-feira (20/05), são demonstradas as variações na carne bovina. Pesquisa é apresentada em forma de linha do tempo animada disponível no site da Federação.
O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, destaca algumas características identificadas na apuração. "A primeira delas é que é grande consumidor quem é grande produtor", constata. Ele aponta o caso do Brasil e Argentina, "com a renda per capta que ambos possuem, só consomem as quantidades que consomem em razão da enorme produção, caso contrário, provavelmente não comeríamos carne bovina", avalia. "Devemos aos produtores e se quisermos continuar consumindo não devemos temer as exportações, é muito mais importante a não produção, que vem pelo desestímulo, do preço baixo, do prejuízo. É necessário que tenhamos meios de concorrência para que o preço siga crescendo e o produtor estimulado", explica.
Luz também aponta o aumento do consumo de carne bovina em países asiáticos como um destaque do estudo. "Mesmo que o melhor classificado dos asiáticos em 2028 seja o Vietnã, a China, na base da tabela tem um resultado significativo, pois quase quintuplica seu consumo no período analisado, e fazer isso em um tempo tão curto é muito significativo", comenta. Ele compara esse crescimento com os países produtores como a Argentina. "Mesmo lá em cima, ela está estável, como os demais do topo da tabela, enquanto os asiáticos crescem em taxas absurdamente elevadas".
Um terceiro comportamento também foi confirmado no estudo, a relação entre o consumo e as crises econômicas. Conforme o economista, o impacto do desempenho da economia é enorme. "Em anos de economia ruim, como foram 2008 e 2009, o mundo inteiro reduziu consumo. Ou seja, é um padrão internacional. Quando a economia não cresce, o consumo cai. E o inverso também ocorre", constata. "Crises econômicas, recessões globais, como certamente virá na esteira da pandemia, ocasionam impactos no consumo da carne bovina", conclui.
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