Contratos futuros para o Boi Gordo finalizam a 6º feira com novas quedas na B3

As cotações futuras para o boi gordo operaram com volatilidade na sessão desta sexta-feira (03) na Bolsa Brasileira (B3). O vencimento Julho/20 registrou uma queda de 1,06% e está precificado a R$ 214,70/@. Já o contrato Agosto/20 está cotado a R$ 212,00/@ e com uma desvalorização de 0,52%, enquanto, o Outubro/20 teve um recuo de 0,87% e cotado a R$ 211,15/@.
No aplicativo da Agrobrazil, os participantes informaram novas altas para a arroba do boi que atende padrão exportação. O boi China foi negociado em São José do Rio Preto/SP a R$ 227,00/@, à prazo com oito dias para pagar e com data para abate em 15 de julho. Em Rancharia/SP, o boi china foi negociado a R$ 225,00/@, à vista com data para abater em 10 de julho.
O mercado físico continua de poucas novidades e de firmeza nos preços, conforme a Agrifatto destacou em seu acompanhamento de mercado. “As escalas avançaram pontualmente nas principais regiões do país, entretanto, o cenário ainda é de escassez de matéria-prima. Em São Paulo, as programações de abate encerraram a quinta-feira (02) com 5,0 dias úteis”, apontou.
Na região de Sales/SP, o valor negociado para o animal comum foi de R$ 223,00/@, à vista e com data para o abate em 06 de julho. Já em Bandeirantes/MS, a arroba do animal com destino ao mercado interno foi comercializada a R$ 210,00/@, à vista e com data para abate em 09 de julho.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, destacou que o número de animais confinados deve um aumento de 10% em julho frente ao mês de junho. “Nós temos um maior volume de animais confinados. “A intenção de confinamentos em junho é mais fraco, mas já possível ver que vamos ter um crescimento”, alerta.
O Pecuarista e Proprietário do Boitel Chaparral, Sérgio Przepiorka, apontou que 70% da capacidade dos confinamentos estão preenchidas. “A procura tem aumentado por confinamento no segundo semestre, mas um fator que preocupa os pecuaristas é a falta de milho disponível no mercado interno”, afirma
Atacado
Com relação ao mercado do atacado, os negócios na praça paulista de carne bovina começa a reagir dada as expectativas de melhora de vendas da proteína no mercado interno com a entrada do mês, período sazonal de maior fluxo de saída de carne bovina. “Apesar de estoques baixos e boa comercialização, os preços seguem estáveis com pressão de alta, mas ainda sem força. A carcaça casada bovina continua balizada em R$ 14,10/kg e o dianteiro em R$ 12,60-12,80/kg”, informou a Agrifatto.
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