Adapar monitora surto viral em bovinos no Oeste
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está monitorando um surto viral na Região Oeste do Estado que gerou queda na produção leiteira. Cerca de 15 bovinos em Maripá, Palotina e Nova Santa Rosa desenvolveram um quadro de pneumonia aguda e precisaram ser vacinados.
A análise realizada em laboratório com material coletado nos animais doentes diagnosticou Vírus Respiratório Sincicial Bovino - VRSB. Segundo o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a doença não faz parte da lista oficial de notificação obrigatória, mas exige atenção.
O Fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar em Palotina, José Carlos da Silva Pereira, explica que os produtores que identificarem sintomas nos animais devem procurar um médico veterinário. “A partir do diagnóstico realizado pelo profissional, é importante que os produtores vacinem o rebanho”, diz. Os animais doentes tiveram uma baixa na imunidade, o que acabou facilitando o desenvolvimento de outras doenças em alguns deles, como a anaplasmose. Em junho, o Conselho de Sanidade Agropecuária de Palotina encaminhou um ofício à Adapar, que agora acompanha os casos para orientar os bovinocultores.
ATENDIMENTO – As medidas de controle adotadas até agora deram resultado positivo. O médico veterinário Flávio Berriel, que fez os primeiros atendimentos, conta que o surto começou em março na cidade de Maripá, e nas semanas seguintes novos casos apareceram nas cidades vizinhas de Palotina e Nova Santa Rosa. Duas vacinas comerciais foram aplicadas nos rebanhos e tiveram com bons resultados. “Os animais têm febre intensa, dificuldade respiratória e hemorragia nasal devido à tosse. O surto ainda não está controlado, é preciso conscientizar os produtores sobre a vacinação. Muitos não têm consciência do prejuízo que a enfermidade pode causar”, diz.
Box
O Vírus Respiratório Sincicial Bovino (BRSV) é um dos importantes agentes causadores de doença respiratória nos bovinos, principalmente em animais jovens, e é caracterizada por pneumonia intersticial. O vírus tem ocorrência mundial, e acomete com maior facilidade animais em confinamento.
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