Apesar de ofertar preços maiores para a arroba, frigoríficos não conseguem preencher as programações de abate

Publicado em 30/07/2020 16:38 722 exibições

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Nesta quinta-feira (30), os frigoríficos tiveram que ofertar preços maiores para a arroba da boiada gorda em algumas praças pecuárias do Brasil. No entanto, as indústrias não conseguiram alongar as programações de abate que seguem curtas na maioria das praças pecuárias paulistas, que estão em torno de sete dias úteis.

Conforme o aplicativo da Agrobrazil divulgou as escalas de abate estão com uma média de 5 a 6 dias úteis. A maioria dos negócios informados na plataforma é para abater entre o dia 02 a 07 de agosto. Além disso, estados como Goiás e Mato Grosso do Sul tiveram negócios efetivados a R$ 220,00/@, o que reforça que o diferencial de base está estrito se comparado com a referência de São Paulo.

Na localidade de Paranaíba/MS, o valor negociado para o boi comum foi de R$ 220,00/@, à vista e com data para o abate em 06 de agosto. Já em Porangatu/GO, ocorreu um negócio para o boi gordo de R$ 220,00/@, à vista e com data para o abate em 31 de julho.

Já em São José do Rio Preto/SP, a arroba do boi china foi comercializada a R$ 230,00/@, á vista e com data para o abate em 06 de agosto. Em Racharia/SP, o valor negociado para o animal que atende padrão exportação foi de R$ 230,00/@, à prazo com sete dias para pagar e com data para o abate em 05 de agosto.

De acordo com a Informa Economics FNP, o setor passa por um momento de redução na oferta da boiada terminada a pasto e também passa por uma escassez de animais produzidos no confinamento. Além disso, os poucos pecuaristas que dispõe de maiores lotes de gado, optam por segurar esses animais, na expectativa de conseguir preços mais altos na próxima semana, devido à virada do mês.

Em seu acompanhamento de mercado, a Radar Investimentos destacou que a arroba segue firme em praticamente todo o Brasil Central e três fatores contribuem para essa sustentação. “A virada do mês com os abates enxutos, as exportações em níveis recordes e a oferta enxuta criam um cenário bem firme para as cotações do boi gordo no estado. As tentativas de compra giram entre R$225,00-R$230/@, à vista, em SP”, informou a consultoria.

Com a chegada da virada do mês, o mercado atacadista está se preparando para abastecer os estoques no varejo já que o consumo costuma aumentar no início do mês. De acordo com a Agrifatto, a carcaça casada bovina se mantém balizada na faixa dos R$ 14,10-14,30/kg.

Segundo o levantamento do Cepea, o avanço no mercado nacional é explicado pela combinação de exportações brasileiras aquecidas, beneficiadas pela intensa demanda chinesa, e pela oferta restrita de animais no pasto, evidenciada pelo menor número de boi gordo abatido no início deste ano desde 2011.

No fechamento da última quarta-feira (29), o indicador Cepea/B3 para o boi gordo registrou um ganho de 0,09% e encerrou o dia cotado a R$ 226,60/@. O indicador registrou um ganho de 6,71% em julho, frente ao observado no dia 01 de julho de 2020.

Confira a evolução dos preços do Indicador Boi Gordo Cepea/B3 ao longo do mês de julho

Evolução dos preços do Indicador Boi Gordo Cepea/B3 ao longo do mês de julho

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Por:
Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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