Com modelo sustentável pecuarista pode receber R$ 91,50 a mais por cabeça
Pecuaristas associados à ABPO – Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável, podem receber R$ 91,50 a mais por cabeça, por meio do Programa Carne Sustentável do Pantanal, do Governo de MS. A conta é uma simulação e leva em consideração uma vaca de 15 arrobas, nessa situação o pecuarista receberia um incentivo de R$ 112,50, repassaria R$ 21 a outras entidades e ainda colocaria no bolso R$ 91,50.
Os detalhes da conta serão apresentados em um jantar, no dia 22/10, na sede do Sindicato Rural de Campo Grande. Os pecuaristas interessados em participar do evento, podem realizar inscrição gratuita no site www.srcg.com.br.
Os valores que os produtores recebem a mais por animal abatido, são originados nos descontos de ICMS – Imposto sob Circulação de Mercadorias e Serviços, que o Governo do MS proporciona àqueles que se dedicam à produção de animais orgânicos e sustentáveis, recebendo isenção de 67% e 50% do imposto, respectivamente.
O mais comum entre os atuais associados da ABPO é a categoria de animais sustentáveis, que cumprem com as legislações vigentes e que tenham origem no Pantanal, e que podem ser terminados em fazendas certificadas fora da planície pantaneira.
Já o orgânico, exige mais do produtor rural, uma vez que, além de sustentável, os animais não recebem medicamentos alopáticos em prevenções sanitárias e sua dieta deve ser baseada em pastagens naturais livres de defensivos químicos e adubos químicos solúveis, sendo vedado o uso de uréia e grãos transgênicos na suplementação.
O secretário executivo da ABPO, Silvio Balduino, reforça que há suporte técnico para todas as etapas exigidas pelo protocolo e salienta que esse é um formato de pecuária moderna, que veio para ficar. “Na pecuária, assim como em todas as outras atividades produtivas, econômicas e empresariais, a margem vem diminuindo muito ao longo dos anos, tivemos um aumento expressivo nos custos de produção, então, toda remuneração extra possível, é importante e contribui para que você tenha uma melhora na sua rentabilidade final. Por esse ângulo, o incentivo fiscal que o Governo do Estado oferece, se torna um diferencial importante, mas só ele não garante e não salva o produtor, ele precisa ter todo o processo bem delimitado, bem trabalhado dentro da sua propriedade, para que consiga se manter na atividade, de forma rentável”, finaliza.
Há exigências a serem atendidas para o Programa Carne Sustentável do Pantanal, por isso recomendamos a contratação de assistência técnica especializada, que inclusive foi uma exigência dos órgãos governamentais na resolução que normatiza o decreto estadual. “O fio condutor do nosso protocolo contempla alguns elementos básicos. Entre eles, a rastreabilidade e origem dos animais e o processo de certificação por empresa de terceira parte. Faz-se um plano de manejo, de acordo com o protocolo da Carne Sustentável da ABPO, submete-se à certificadora, e após o processo de auditoria o produtor recebe um certificado que tem validade de um ano.
Entre outras questões exigidas pelo protocolo da ABPO, estão a regularidade trabalhista, a regularidade fiscal e ambiental e promoção do ambiente social, que tem por finalidade a valorização das comunidades rurais.
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