CNA participa de fórum sobre o Programa de Erradicação da Febre Aftosa
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quinta (10), do 6º Fórum Estadual do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), realizado no Rio de Janeiro.
O assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte, Rafael Ribeiro, fez uma palestra online sobre os impactos econômicos da pecuária de corte com o fim da vacinação.
Ribeiro abordou a relação entre o fim da vacinação e os custos de produção na cadeia produtiva. “Há redução dos custos em função da não necessidade da aplicação da vacina, além da possibilidade de reduzir prejuízos do produtor com o manejo do gado no curral,” afirmou.
O assessor também destacou a importância da manutenção do status sanitário do país, ampliando as áreas livres de febre aftosa sem vacinação. “Lembrando que os blocos l e V já não vacinam mais e ano que vem, parte do bloco IV também não vacinará”.
Para Ribeiro, o status do Brasil livre de febre aftosa, sem vacinação, pode favorecer a abertura de mercados de países, como Japão e Coreia do Sul.
PNEFA – O programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa foi criado em 2017 pelo governo federal com o objetivo de criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, para proteger o patrimônio pecuário nacional.
O plano estratégico do PNEFA prevê ações até 2026 em estados e municípios, com a participação do Serviço Veterinário Oficial (SVO), setor privado, produtores rurais e agentes políticos.
Palestra na UFG – Rafael Ribeiro também palestrou na XXXII Semana Acadêmica de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Goiás (UFG), na sexta (11). Ele falou sobre os desafios da pecuária de corte brasileira e os avanços em produtividade e sustentabilidade, destacando o uso de tecnologia, como genética, sanidade, manejo, nutrição e gestão, e os ganhos produtivos na atividade nos últimos anos.
O assessor também comentou sobre os avanços na reforma das áreas de pastagens degradadas no país, o crescimento de práticas sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária (ILP), e a importância do Brasil no contexto de produção mundial e exportação de carne bovina.
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