Faesp pede diálogo para construção da normativa sobre transporte de animais
A Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp) protocolou junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suas sugestões para a futura norma sobre proteção e bem-estar dos animais de produção durante transporte, acompanhado de Guia de Trânsito Animal. O projeto, que estava em consulta pública, tinha uma série de tópicos que poderiam inviabilizar o trabalho de muitos transportadores de pequeno porte e mesmo de pequenos produtores.
Como forma de contribuição, entretanto, foram reunidas as Comissões Técnicas de Bovinocultura de Corte e Leite, Avicultura, Suinocultura, Aquicultura e Equideocultura para uma análise criteriosa do documento. Cada comissão pontuou as medidas inexequíveis ou que poderiam aumentar custos ou até mesmo criar insegurança jurídica. Criticaram ainda a obrigatoriedade da presença de um novo profissional durante o trajeto, cuja regulamentação ainda não existe.
“A Faesp entende que a legislação é essencial para garantir a segurança dos animais, mas acredita que toda norma reguladora que não ouve a sociedade e os setores que por ela serão afetados incorre no risco de não cumprir sua missão. Há muito o que se discutir para a construção de ato que atenda as necessidades propostas ao mesmo tempo que não inviabilize as atividades produtivas”, frisou o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.
As contribuições da Faesp foram formalmente encaminhadas ao Mapa, por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (SIMAN), conforme o próprio Ministério. Além disso, participou das discussões promovidas junto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), encaminhando suas propostas com o objetivo de robustecer o documento que foi apresentado pela Confederação. Essas providências visam assegurar coerência técnica e maior substância às proposições levadas ao processo normativo.
0 comentário
Arroba do boi tende a seguir firme pelos próximos 50 dias, mas sem fundamentos para altas mais agressivas
Redução das compras chinesas foi compensada pelo menor abate de animais em julho
Mercado do boi tem oferta contida de animais e com cenário de demanda forte para o final do ano, arroba pode buscar R$400
Boi/Cepea: Exportações aquecidas e oferta ajustada sustentam preços em 2026
Confirmação de menor abate de fêmeas no início do segundo semestre sinaliza para a tão esperada virada do ciclo pecuário
Abate de bovinos no Brasil em 2026 deverá somar cerca de 40 mi cabeças, prevê Abiec