UE recolhe carne brasileira com hormônios e aumenta pressão contra o acordo Mercosul-UE
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A Comissão Europeia recolheu lotes de carne bovina congelada importada do Brasil após detectar a presença de hormônios proibidos na União Europeia (UE), informou o portal irlandês RTÉ, emissora pública do país. Os compostos foram identificados em remessas que desembarcaram no bloco no início de novembro de 2025.
Diante da constatação, autoridades de vários países europeus retiraram os produtos do mercado e emitiram alertas de recolhimento. Entre os países afetados estão Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, República Tcheca, Alemanha, Grécia, Itália, Países Baixos e Eslováquia. O Reino Unido — incluindo a Irlanda do Norte — também relatou impactos.
A Associação Irlandesa de Agricultores (IFA) criticou os controles sanitários do Brasil. A presidente da entidade, Francie Gorman, afirmou que o episódio expõe “falta de rigor em unidades frigoríficas brasileiras”, o que teria permitido a entrada de carne com hormônios proibidos na UE. Segundo ela, o caso deve servir como um alerta aos formuladores de políticas que apoiam o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (3/12), a Agrifatto avaliou que as falhas identificadas aumentam a pressão contra a ratificação do acordo Mercosul-UE, que ampliaria o acesso das proteínas sul-americanas ao mercado europeu. A Comissão Europeia continua defendendo a aprovação do tratado, que criaria a maior zona de livre comércio do mundo e fortaleceria as exportações europeias para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Pelo acordo, o Mercosul poderia enviar até 99 mil toneladas de carne bovina ao bloco europeu com tarifa reduzida de 7,5%, além de 180 mil toneladas de carne de aves. No entanto, países como Irlanda e França seguem contrários à ratificação, alegando risco de forte distorção nos mercados agrícolas internos.
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