Itaú BBA avança com desembolsos para a pecuária no âmbito do Eco Invest II

Operações somam R$ 205 milhões e apoiam recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária, intensificação sustentável e rastreabilidade de bovinos
Publicado em 05/11/2026 11:15

O Itaú BBA estruturou e financiou três operações que totalizam R$ 205 milhões no âmbito do segundo leilão do Programa Eco Invest Brasil, iniciativa do Governo Federal voltada à mobilização de recursos para a transição para uma economia de baixo carbono. Os projetos apoiam a recuperação de pastagens, a integração lavoura-pecuária (ILP), a intensificação sustentável da produção e a adoção de mecanismos de rastreabilidade individual de bovinos.

Dos R$ 205 milhões desembolsados, R$ 70 milhões foram destinados à Campanelli, voltados à recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária, formação de lavouras e cobertura vegetal. Os recursos remanescentes foram direcionados a outras duas operações de pecuária sustentável conduzidas por produtores rurais distintos, sendo R$ 65 milhões destinados a apoiar uma operação de intensificação sustentável da pecuária em Mato Grosso, no bioma Amazônia, com investimentos em recuperação de pastagens, ILP, sementes, insumos e infraestrutura de manejo. E outros R$ 70 milhões para financiar um projeto também localizado em Mato Grosso, no bioma Cerrado, que contempla recuperação de pastagens, mecanização, insumos, uso de composto orgânico, aquisição de animais e certificações. As iniciativas também contemplam a mensuração de emissões de gases de efeito estufa e a implementação de sistemas de rastreabilidade individual dos animais.

“As operações realizadas mostram que sustentabilidade e produtividade podem avançar juntas quando há capacidade técnica, conhecimento especializado e alinhamento entre os diferentes elos da cadeia. A combinação da expertise do Itaú BBA em agronegócio, sustentabilidade e finanças com produtores cada vez mais tecnificados e comprometidos com a evolução de seus sistemas produtivos tem sido fundamental para transformar os objetivos do Eco Invest II em investimentos concretos, capazes de gerar impacto positivo para o setor e acelerar a transição para uma agropecuária de baixo carbono”, afirma Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA.

Um dos principais resultados esperados é o aumento da produtividade por área. Por meio da recuperação de pastagens e da adoção de práticas mais eficientes de manejo, os projetos buscam elevar a capacidade de suporte das propriedades sem a necessidade de expansão territorial. Na Campanelli, por exemplo, a projeção é elevar a capacidade de suporte de 2 para 5 unidades animais por hectare (UA/ha) e operar com um rebanho de cerca de 2 mil cabeças por ano na fase de recria, com ganho médio de sete arrobas por animal. Na operação do bioma amazônico, a meta é alcançar 10 UA/ha. Já o terceiro projeto, do bioma Cerrado, trabalha com um índice projetado de 2,5 UA/ha.

“O Eco Invest II cria condições para acelerar investimentos que contribuem para a evolução da pecuária. Tão importante quanto implementar práticas mais sustentáveis é acompanhar seus resultados ao longo do tempo, gerando conhecimento para aprimorar continuamente a produtividade, a eficiência e a gestão das propriedades”, afirma Victor Campanelli, CEO da Campanelli.

Além dos ganhos produtivos, os projetos incorporam a rastreabilidade individual dos bovinos, com identificação eletrônica dos animais e monitoramento de indicadores como desempenho produtivo, ganho de peso, histórico sanitário e movimentação do rebanho. Todos os projetos contemplam sistemas de rastreabilidade individual dos animais, requisito obrigatório das operações apoiadas no âmbito do programa.A adoção dessas ferramentas contribui para ampliar a transparência e a capacidade de monitoramento do rebanho, além de preparar os produtores para o avanço da agenda de rastreabilidade da pecuária brasileira. 

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