Café na Semana: Preços futuros mantiveram trajetória de baixa no mês de abril

Publicado em 03/05/2013 15:08 395 exibições
Durante o mês de abril, os preços do café, negociados nas Bolsas de Nova York (ICE Futures) e de Londres (LIFFE), mantiveram trajetória baixista. Os futuros da commodity são pressionados negativamente pela visão de um quadro de oferta amplo para os compradores, com a expectativa de que o Brasil terá uma boa safra em 2013, mesmo sendo um ano de menor produção da bienalidade.

Embora exista a preocupação do mercado internacional com a safra de café da América Central, uma vez que as lavouras são castigadas com a ferrugem, a expectativa é que a produção brasileira compense possíveis quedas na safra da região. De acordo com o último levantamento da OIC (Organização Internacional do Café) a produção dos países centrais poderá apresentar uma queda de 2,3 milhões de sacas de café na temporada 2012/13.

Paralelo a esse cenário, a demanda permanece mais acomodada e com os compradores adquirindo café da mão-pra-boca. E com a chegada da primavera no hemisfério norte, o consumo tende a ficar mais calmo em grandes países compradores, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Além disso, a situação europeia ainda é de crise econômica o que impede a evolução dos preços das commodities. Os dados negativos da economia norte-americana e chinesa também contribuem para a formação desse quadro, segundo destacam analistas. 

Dados apontam que, no balanço mensal, o contrato julho/13 do café arábica recuou de 139,65 centavos de dólar por libra-peso, em 29 de março, para 135,10 centavos de dólar por libra-peso, em 30 de abril, na Bolsa de Nova York. O número representa uma queda acumulada de 3,3%. Já o contrato julho/13 do café robusta, registrou uma baixa de 3,2% no mesmo período, e passaram de US$ 2.074 a tonelada para US$ 2.007 na Bolsa de Londres.

No mercado físico brasileiro, os produtores ainda aguardam o anúncio do reajuste no preço mínimo do café. Para o presidente do Sindicato Rural de Altinópolis (SP), João Abrão, a situação é um desrespeito com a cafeicultura brasileiro que gera em torno de 8 milhões de empregos diretos e indiretos. Já as cotações do café arábica recuaram refletindo as perdas no mercado internacional. Em Minas Gerais, os preços do grão bebida dura passaram de R$ 305,00 a saca, registrado no final de março, para R$ 297,00 no dia 30 de abril, uma queda de 2,6%.
Tags:
Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário