Café na Semana: Geadas no Brasil influenciam cotações no mercado internacional

Publicado em 26/07/2013 14:00
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As geadas que atingiram importantes regiões de produção agrícola no Brasil impulsionaram as cotações futuras no mercado internacional. No entanto, os danos causados estão sendo levantados e, até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis perdas na produção de café brasileira. O Paraná foi o estado mais atingido pelos eventos climáticos e, inicialmente, as maiores perdas devem ser registradas nas lavouras de trigo.  

Na Bolsa de Nova York, os preços do café arábica se mantiveram sustentados até a última quinta-feira (25).  No balanço semanal, o contrato de setembro/13 do café arábica apresentou uma elevação de 1,7%, passando de 112,70 centavos de dólar por libra-peso, cotação registrada na sexta-feira passada (19), para 124,80 cents no fechamento desta quinta-feira (25). 

Em contrapartida, analistas sinalizam que as cotações futuras do café arábica podem voltar a ficar abaixo do patamar de US$ 1,20 em meio à colheita no Brasil. No mercado físico brasileiro, além das geadas os produtores rurais ainda esperam o anúncio do Governo dos leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) e contratos de opções. Essa semana, a reunião do Conselho Deliberativo das Políticas do Café foi adiada para a próxima semana. 

No Sul de Minas Gerais, até ontem (25) a saca do café arábica bebida dura aumentou de R$ 280,00 para R$ 290,00, uma valorização de 3,6%. 

Vietnã

O Escritório Geral de Estatísticas do Vietnã divulgou esta semana que os embarques do café do país tendem a crescer 2,3% em volume e 2,2% em receita em julho em relação ao mês de junho. A expectativa é que as exportações totalizem 90 mil toneladas em julho ou 1,5 milhão de sacas de 60 quilos, acumulando uma receita de US$ 190 milhões. 

O país já embarcou 21,167 milhões de sacas de café, desde o início da safra. No mesmo período da temporada anterior, o volume foi de 22,967 milhões de sacas. Já a receita com as exportações alcançou US$ 2,72 bilhões, uma redução de 7,8% em comparação com o ano anterior.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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