Café: mercado em NY perde patamar de US$ 1,80 (veja o teste de grãos chochos)
Apesar de um início de negócios positivos o dia para o café arábica na Bolsa de Nova Iorque perde força e os preços recuam mais de 200 pontos nos primeiros vencimentos. As cotações perderam o patamar dos 180 centavos de dólar por libra peso. Por volta das 11h10 (Brasília) a cotação para maio/14 operava com perdas de 270 pontos negociada a 177,60 centavos de dólar por libra peso e o vencimento setembro/14 trabalhava baixa de 205 pontos cotado a 182 centavos de dólar por libra peso, com pressão das notícias vindas da Ucrânia, que está na iminência de entrar em guerra com a Rússia, colocando todo o mercado mundial em alerta.
Mas os fundamentos ainda continuam positivos. Segundo o analista de mercado Eduardo Carvalhaes, o mercado não acredita mais em uma recuperação das lavouras que já passaram por estresse climático, portanto, a chegada das chuvas não deve exercer fator negativo sobre as cotações.
O período de carnaval, por outro lado, poderá colaborar para o avanço dos preços, já que o transporte fica comprometido nos dias de festa e as vendas são menores. “Poderemos ver os preços subindo logo depois do carnaval”.
Outro fator positivo para o mercado é a notícia de que as safras da América Central estão um pouco abaixo das estimativas, o que pode provocar uma oferta anda menor do café no mercado mundial.
O preço dos cafés mais fracos e medianos também continuam subindo, segundo Carvalhaes. “As sacas ainda não atingiram os R$ 300, mas acredito que em breve alcancem este patamar”.
Safra 2014 comprometida
Especialistas e agrônomos ainda não se atrevem a dar números sobre a quebra de safra brasileira do café arábica, mas estudos já estão sendo feitos em campo. O professor José Donizeti Alves, da Universidade Federal de Lavras, realizou um relatório preliminar em que analisa a situação atual das lavouras e calcula os prejuízos.
Além de confirmar que a safra 2014 está "fortemente comprometida", tanto em termos de qualidade quanto de quantidade, o professor afirma: "...depois de visitar várias regiões cafeeiras, deduzo que a perda vai variar entre 20% a 45%, dependendo da região".
Quebra de produção de café da região de Três Pontas/MG
Teste realizado pelo Departamento Técnico da Cocatrel, demonstra a proporção de cafés chochos e granados (85%/15%) de grãos colhidos em lavoura da região.
Pelas informações de vários cooperados, esta é a real situação da maioria das lavouras de café nos municípios de atuação da cooperativa.
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