Café: NY estende perdas e já trabalha com quedas de mais de 500 pontos

Publicado em 28/05/2014 12:53 542 exibições

A Bolsa de Nova Iorque trabalha com forte queda para o café arábica nesta quarta-feira(28). Investidores dão sequência ao movimento de realização de lucros iniciado na sessão de ontem. Sem novidades no campo fundamental, os futuros operam com base apenas em fatores técnicos e gráficos.
De um lado, a apreensão com o real tamanho da safra brasileira neste e no próximo ano. De outro, o aumento na produção colombiana passam a impressão de um certo alívio sobre o déficit de oferta, uma vez que o país é o segundo maior produtor mundial de arábica.
 Por volta das 13h(Brasília), os contratos com entrega em julho/2014 era negociados a 174,05 centavos de dólar por libra-peso, redução de 530 pontos. A posição setembro/2014 tinha cotação de 176,20 centavos de dólar, decréscimo de 550 pontos e dezembro/2014 revuava 540 pontos cotado a 179,50 centavos de dólar por libra peso.

Ontem o café arábica teve mais um dia de recuos nos preços na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US). As baixas foram acima dos 250 pontos para os contratos para entrega mais próxima e o vencimento julho perdeu o patamar dos US$ 1,80, fechando em 179,35 centavos de dólar por libra-peso, depois de perder 255 pontos. 

 

Na sessão anterior, o vencimento setembro perdeu 255 pontos e encerrou valendo 181,70 cents de dólar /libra-peso. O contrato para entrega em dezembro fechou em 184,90 cents, com queda de 260 pontos e o vencimento março encerrou em 187,60 cents de dólar / libra-peso. 

De acordo com o site norte-americano The Wall Street Journal,  o recuo foi estimulado pelo avanço das colheitas no Brasil. “A pior seca já registrada em décadas no país provocou uma forte redução na produção de café, porém, a entrada da nova safra fez aumentar as vendas no mercado”, informou Jack Scoville, vice-presidente da corretora Price Futures Group, em Chicago. 

Scoville defende ainda que a pressão nos preços é normal para o período de colheita. “Não significa que os preços irão cair muito, mas é difícil termos fortes rallies durante a colheita”. 

Mercado fraco
O analista de mercado Eduardo Carvalhaes conta que, apesar do início da entrada da nova safra, o mercado continua fraco, com poucas vendas. “Os produtores esperam que, com a consolidação das perdas, a saca volte a ser negociada entre R$ 450,00 e R$ 500,00”. 

O analista diz ainda que alguns produtores precisam vender seu café para cobrir os gastos, porém, muitos pretendem resistir e segurar as vendas. “Temos pouco café, pois a maioria já vendeu o que tinha... Estamos no final da entressafra e quem conseguiu segurar seu café até agora provavelmente consegue segurar mais”. 

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Noticias Agrícolas

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