Café no mundo

Publicado em 25/06/2014 15:32 e atualizado em 25/06/2014 16:45 574 exibições

Consumo no Brasil deve aumentar de 3 a 4% este ano
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Américo Sato, afirmou que “depois da água, o que o brasileiro mais toma é café”. E estimou que esse número deva aumentar de 3 a 4% neste ano, assim como o repasse da indústria para o varejo. 

O café moído e torrado tem alcance em quase 95% dos lares brasileiros, que agora terão de desembolsar muito mais para tomar um “cafezinho”. Isso porque, há uma previsão de um aumento médio de 35% no valor do produto repassado ao consumidor final ainda para 2014. “As indústrias sabem que é difícil repassar tudo de uma única vez. Por isso, os reajustes serão feitos de forma gradativa”, disse Sato. Mesmo assim, o presidente acredita que não haverá mudança nos hábitos das famílias brasileiras, já acostumadas com a bebida. 

Leilões de estoques no Quênia são suspensos
Devido a números muito baixos de café arábica em seus estoques, o Quênia se viu obrigado a suspender os leilões semanais do produto até o dia 15 de julho.  Segundo o chefe executivo do Câmbio de Café de Nairóbi, Daniel Mbithi, “essa parada anual é consequência da pequena disponibilidade dos grãos entre as safras“.

O país africano utiliza como base, os valores apresentados na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US) para trabalhar os leilões.
A colheita 2013/2014 (de outubro a setembro) do país deve aumentar em 6.000 toneladas para 45.000 toneladas, ante 39.000 da temporada passada. 

Cuba não tem produção para atender a demanda interna
Os cubanos realmente gostam de café. Oitenta e nove por cento da população afirma tomar a bebida, um número 42% maior do que a média mundial.  Só que a produção interna não atende a demanda do país. Para completar o mercado, 8.000 toneladas são importadas todos os anos. 

Para que esse cenário mude, as áreas das plantações cubanas terão que ser aumentadas em mais de 90%. Assim, em 2020 talvez o país consiga atender às necessidades internas com um rendimento de 23.160 toneladas de café. 

Com os trabalhos para diminuir a importação do produto e para tonar as safras de melhor qualidade, a partir de 2016, o panorama já deve ser mais otimista. Isso vai colaborar muito com as famílias do país, que para conseguir café necessitam comprar a bebida em lojas, elevando bastante os valores e deixando muitos cubanos sem a bebida.

Nestlé ajuda no aumento da produção da Costa do Marfim
A Costa do Marfim é o sexto maior produtor do café robusta no mundo e pode superar a Uganda, na quinta posição após ajuda cedida pela Nestlé – maior fabricante de cafés do planeta. 

A empresa suíça está distribuindo para o país africano plantas mais resistentes a doenças que normalmente atingem os cafezais. Serão entregues mais de dois milhões de mudas e a expectativa é que a produção aumente em 40% no período de seis anos. 

Atualmente, a Costa do Marfim produz  100.000 toneladas de grãos robusta por ano. Este tipo de café é muito utilizado para produção de bebidas instantâneas e expressos. 

A colheita do país já chegou a números bem superiores, 324.000 toneladas, em 1998, porém os conflitos armados e os baixos preços reduziram esse número em mais de um terço. 

Peru investe em lavoura resistente à ferrugem
Algumas regiões do Peru – quinto maior produtor de café arábica do mundo - como: Satipo e Chanchamayo (na região de Junín) apostaram em lavouras resistentes à ferrugem – uma doença causada por fungos que pode destruir todo o cultivo. No total, 17.803 hectares já estão com a nova variedade. O trabalho começou em agosto do ano passado e foi concluído em abril deste ano. 

Durante a safra de 2012/2013, a ferrugem afetou um total de 75.929 hectares em Junín, dos quais 31.500 estavam em Chanchamayo e 44.429 em Satipo. Isso significou uma perda de 24.748 toneladas da produção de café de alta qualidade. 

Por conta da crítica situação que afetou as zonas cafeeiras do país, o Ministério da Agricultura – como parte de um Plano Nacional de Renovação do Café – distribuiu 28,310 pacotes agrícolas, além de o Agrobanco ter pagado a dívida de 3.401 produtores, além de ter financiado 97 milhões de soles – moeda peruana equivalente a cerca de 34,5 milhões de dólares.  

Outra novidade é a instalação de viveiros com uma capacidade de produção de 1 milhão de plantações ao ano. Estes viveiros têm um custo de mais de 4,328 milhões de soles – mais de 1,5 milhão de dólares. 

 

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Por:
Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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