Café: Mercado opera em baixa com chuva no Brasil

Publicado em 03/09/2014 10:52 e atualizado em 05/09/2014 10:22 711 exibições

O café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) opera em baixa na manhã desta quarta-feira (27). Por volta de 12h45 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/14 operava com queda de 690 pontos a 202,55 centavos de dólar por libra-peso, o março/15 registrava 206,50 cents/lb com queda de 690 pontos. Os contratos com entrega mais distante também estavam no negativo, o maio/15 registrava 209,15 cents/lb com queda de 610 pontos e o julho/15 caia 645 pontos com 209,40 cents/lb.

Na sessão de ontem, os principais contratos operavam em alta de mais de 800 pontos e acima dos 200 cents por libra peso, a maior alta registrada nos últimos quatro meses diante da apreensão com o clima seco no Brasil, que deve danificar ainda mais as lavouras. O dezembro/15 atingiu o maior patamar desde 5 de maio.

Segundo o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, a bolsa está refletindo a chuva que caiu em algumas regiões produtoras de café. “Ontem a bolsa teve altas de dois dias, visto que não trabalhou na segunda-feira devido ao feriado do Dia do Trabalho. Mas essa oscilação é normal porque há muitos interesses. E hoje como chove um pouco em algumas localidades do Brasil, a Bolsa está em baixa”, diz o analista.

Alguns municípios da região de abrangência da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), registraram chuvas na madrugada de hoje. A maior quantidade foi em Monte Santo de Minas com 31,6mm.

De acordo com Carvalhaes, Nova York deve manter a tendência de volatilidade, mas manter as altas no final do mês. “As cotações devem ficar no vermelho somente se a florada de setembro for grande e se chover consideravelmente nas regiões produtoras. Do contrário, o cenário será de altas mesmo que a Bolsa fique no negativo, no final do mês ela deve fechar em alta”, afirma.

 

Veja como fechou o mercado na última terça-feira

Café: Mercado tem alta acima dos 800 pontos com reflexo da seca no Brasil

Por Jhonatas Simião

Nesta terça-feira (2), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou suas operações com altas expressivas e intensa volatilidade influenciada pelo clima seco às vésperas das floradas nas principais regiões produtoras do Brasil. Foi a maior alta registrada nos últimos quatro meses.

O principal contrato, dezembro/15, anotou 209,45 cents de dólar por libra peso com 825 pontos, é o maior patamar desde 5 de maio. A posição setembro/14, negociada até dia 18, encerrou o dia com 204,45 e alta de 825 pontos, o março/15 anotou 213,40 cents/lb e ganhos de 830 pontos. Os contratos com entregas mais distante também registraram alta, o maio/15 anotou 215,25 cents/lb com 825 pontos e o julho/15 encerrou a sessão com 215,85 cents/lb e alta de 780 pontos.

Mais uma vez a bolsa refletiu em seus contratos as condições climáticas desfavoráveis para as principais regiões produtoras no Brasil, agora com foco na safra de 2015 que também deve ter quebra expressiva,

De acordo com a Somar Meteorologia, as áreas de cultivo brasileiras devem se manter secas pelas próximas duas semanas, o que pode abortar as floradas precoces de julho, prejudicando consideravelmente a próxima safra.

De acordo com o analista, as chances dos preços na Bolsa de Nova York caírem são pequenas, demonstrando uma consolidação acima dos 200 cents por libra peso. “A cada dia que passa e a seca aumenta, as chances dos preços diminuírem é menor”, diz Carvalhaes.

 

Mercado interno

Todas as praças registraram alta na saca de 60 kg no café tipo 6, bebida dura, nesta terça-feira (2). A maior alta registrada foi na cidade de Espírito Santo do Pinhal-SP trabalhando com R$ 480,00 a saca de 60 kg e alta de 6,67%.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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