Café: Mercado volta a subir em NY nesta 5ª com recompras de fundos

Publicado em 11/09/2014 10:37 564 exibições

Os futuros do café arábica nesta quinta-feira (11) na Bolsa de Nova York registram leve alta, após perdas expressivas na sessão de ontem, quanto teve a maior queda desde 23 de julho. Por volta das 10h17 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/14 registrava alta de 130 pontos com 182,55 cents de dólar por libra peso, o março registrava 186,50 cents/lb com ganhos de 120 pontos, o maio/15 anotava 189,45 cents/lb e o julho/15 tinha 191,10 cents/lb, ambos com ganhos de 180 pontos.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, NY tem um dia tranquilo com um processo de acomodação ante as recentes volatilidades.  “Os investidores aproveitando o recente barateamento das cotações resolveram começar logo a cobrir posições vendidas a descoberto no mercado e desta forma, o mercado ganhou contornos mais amenos”, diz.

Ainda segundo o analista, as recentes volatilidades tiveram um cunho técnico e especulativo e assim, as grosseiras oscilações estão passíveis de sofrerem correção sem dar aviso prévio.

Na sessão de ontem, o mercado fechou em baixa influenciado por variáveis técnicas e a recente divulgação de levantamentos positivos, como oaumento da safra colombiana, aestimativa da Volcafee doIBGE, que elevou a previsão da safra no Brasil e osdados de exportação, que aumentaram no mês de agosto.

 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Café tem maior recuo desde julho e fecha com mais de mil pontos de queda

Por Jhonatas Simião

Nesta quarta-feira (10), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou suas operações com o 4º dia consecutivo de queda, com perdas abaixo dos mil pontos nos principais contratos motivada por variáveis técnicas. Foi a maior queda desde o dia 23 de julho.

O vencimento dezembro/14 encerrou o dia com 181,25 centavos de dólar por libra peso, com 1135 pontos negativos, o março/15 anotou 185,30 cents/lb, com queda de 1130 pontos. O maio/15 finalizou a sessão com 187,65 cents/lb com 1125 pontos de baixa e o julho/15 anotou queda de 1105 pontos, com 189,30 cents/lb.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, o mercado está bipolar com alta seguida de baixa, com notícias de possibilidade de quebra da safra atual e da próxima no Brasil e divulgação de levantamentos positivos, que intensificaram a queda nos últimos dias. “Do final da semana passada para essa chegou ao mercado notícias que influenciaram a baixa, como oaumento da safra colombiana, aestimativa da Volcafee doIBGE, que elevou a previsão da safra no Brasil e osdados de exportação, que aumentaram no mês de agosto”, diz.

Segundo o analista, a mudança de foco com notícias animadoras da safra e de exportação, abriu espaço para variáveis técnicas, que motivaram a queda na sessão desta quarta-feira (10) com o rompimento da linha de US$ 1,90 por libra peso.

De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhes, o mercado não apresentou novidades e as informações recentes ainda dominam Nova York. No entanto, a queda expressiva foi resultado da venda de fundos. “Quando há o rompimento da linha de suporte, os outros fundos automaticamente também começam a ser vendidos, é um movimento realizado por computadores”, afirma.

Segundo traders, o fortalecimento do dólar pressionou o café estimulando vendas de fundos e de especuladores. A expectativa é de que o dólar siga se valorizando contra o real.

 

Déficit hídrico no Sul de Minas

A Fundação Procafé divulgou nesta quarta-feira (10), dados sobre o déficit hídrico na região Sul do Estado de Minas Gerais. Segundo o levantamento, a região está próxima da maior seca da história. O município de Varginha-MG tem déficit hídrico de 181,9 mm, Carmo de Minas 167,9 mm e Boa Esperança registrou déficit de 226,4 mm. Com a realidade climática, a Prócafé estima que a safra de 2015 tenha quebra de 20%

“Se não tivermos chuvas de 50 mm no mês de setembro, tenho certeza que nós veremos a pior safra da cafeicultura”, diz o pesquisador da Procafé, Alysson Fagundes.

De acordo com o pesquisador, as plantas da safra 2015 já deveriam estar com florada, mas ainda estão com folhas. “As lavouras esqueletadas que são as lavouras que dariam altas safras para 2015 deveriam estar com 29 nós de crescimento vegetativo. Dependendo da região, estão com 12, esse é um reflexo severo de redução na produtividade”.

 

Previsão de chuva para os dias 14 e 15 de setembro

Segundo a Meteorologista da Somar Meteorologia, Pryscilla Paiva, as chuvas devem voltar nos dias 14 e 15 de fevereiro nas regiões cafeeiras de São Paulo e sul de Minas Gerais, porém, serão isoladas e de baixa intensidade. Com volumes de 80 milímetros em pontos do interior paulista e na região do Triângulo Mineiro, o volume é menor e não deve passar dos 35 milímetros acumulados.

No entanto, de acordo com a meteorologista, essas condições podem interromper a colheita e atrapalhar a secagem dos grãos.

Segundo Pryscilla, a chegada da primavera, que começa no próximo dia 22 de setembro, também não deve trazer chuvas que consigam reverter o déficit hídrico acumulado pelas lavouras nos últimos meses.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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