Café: NY opera no campo misto; preços estão quase estáveis em processo de acomodação

Publicado em 22/10/2014 10:08 117 exibições

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica opera no campo misto na manhã desta quarta-feira (22). Por volta das 10h49, o contrato dezembro/14 registrava 200,00 cents de dólar por libra peso com alta de 40 pontos, o março/15 anotava 204,20 cents/lb com valorização de 45 pontos, o maio/15 trabalhava com queda de 5 pontos cotado a 206,00 cents/lb e o julho/15 tinha baixa de 1 ponto com 207,60 cents/lb.

De acordo com analistas, o mercado está em um processo de acomodação e com preços quase estáveis. "O mercado está precificando as chuvas que já caíram, mas também a possibilidade de chuva na semana que vem e já começa achar um ponto de equilíbrio", afirmou o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

As principais regiões produtoras lavouras de café no Brasil ainda não receberam a principal florada e só com chuvas regulares e temperaturas amenas é que elas terão 'pegamento' e os cafés condições de produzir uma boa safra em 2015, é o que afirma o fisiologista de café e pesquisador aposentado do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, Joel Irineu Fahl.

"As lavouras que receberam chuvas nos últimos dias devem registrar boa florada, mas sempre que se retarda a floração do café, como agora, entramos em um período mais quente e isso sempre causa prejuízo. Portanto, a florada só terá pegamento nas cidades em que há mais umidade", afirma o fisiologista.

>> Café: Produtividade da safra 2015/16 depende de chuvas regulares, afirma fisiologista

Segundo informação reportada pela agência de notícias Reuters, as regiões produtoras de café em Minas Gerais devem receber chuvas de cerca de 30 mm entre 26 e 30 de outubro que devem cobrir a maior parte do Estado. E essa pode ser uma novidade para que nos próximos dias preços mais baixos sejam registrados nos próximos dias. 

No início de novembro volumes ainda mais altos entre 70 mm e 100 mm também devem ser registrados, de acordo com os mapas climáticos da Somar Meteorologia.

>> Chuvas mais fortes são previstas para áreas secas de café de MG, aponta Somar

Na sessão anterior, o mercado fechou em leve alta com intensa volatilidade durante o dia em meio as questões climáticas do Brasil. De acordo com agência internacionais, o que imperou no final da sessão foi a cobertura de posições vendidas e ajustes técnicos ante o sentimento de que o quadro segue muito preocupante para a safra de 2015.

Veja como fechou o mercado do café na última terça-feira:

Café: Apesar de previsões indicando chuvas mais fortes, NY fecha com leve alta nesta terça (21)

Por Jhonatas Simião

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou esta terça-feira (21) com leve alta. O contrato dezembro/14 registrou 199,60 cents de dólar por libra peso com alta de 20 pontos, o março/15 anotou 203,75 cents/lb com valorização de 25 pontos. O maio/15 encerrou a sessão cotado a 206,05 cents/lb com elevação de 45 pontos e o julho/15 teve alta de 55 pontos com 207,70 cents/lb.

A sessão registrou intensa volatilidade durante o dia. No início da manhã, as cotações estavam no campo negativo em um movimento de realização de lucros e em meio a informações de chuva. Mais tarde, os preços registraram alta com notícias de que as precipitações seriam insuficientes para aliviar os receios de um possível déficit de oferta devido à seca desde o início do ano.

No entanto, de acordo com agência internacionais, o que imperou no final da sessão foi a cobertura de posições vendidas e ajustes técnicos ante o sentimento de que o quadro segue muito preocupante para a safra de 2015.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, mesmo com a volatilidade, o mercado está em um processo de acomodação com o fechamento quase neutro. "O mercado está precificando as chuvas que já caíram, mas também a possibilidade de chuva na semana que vem e já começa achar um ponto de equilíbrio", afirma.

O analista acredita que as próximas semanas serão marcadas por essa questão, salvo é claro, um fato novo. "O mercado vai esperar o "rescaldo" do quadro climático para voltar a se posicionar e assim, grosseiras volatilidades estão de pronto descartadas", explica Magalhães.

As lavouras de café em grande parte do cinturão produtivo ainda não receberam a principal florada e só com chuvas regulares e temperaturas amenas é que as floradas terão pegamento e os cafés condições de produzir uma boa safra em 2015, é o que afirma o fisiologista de café, Joel Irineu Fahl.

"As lavouras que receberam chuvas nos últimos dias devem registrar boa florada, mas sempre que se retarda a floração do café, como agora, entramos em um período mais quente e isso sempre causa prejuízo. Portanto, a florada só terá pegamento nas cidades em que há mais umidade", afirma.

Ainda de acordo com Fahl, no final de setembro alguns cafezais tiveram uma pequena florada com pegamento, mas também são necessárias condições climáticas mais favoráveis para que o desenvolvimento seja satisfatório. "A planta precisa de umidade para nutrir e expandir o chumbinho. Quanto mais ameno for o clima, melhor e maior o grão colhido", explica.

>> Café: Produtividade da safra 2015/16 depende de chuvas regulares, afirma fisiologista

Previsão do tempo

De acordo com informações reportadas pela agência de notícias Reuters, as chuvas devem ser mais fortes nas principais cidades produtoras de café em Minas Gerais a partir da próxima semana.

Entre 26 e 30 de outubro, chuvas de cerca de 30 mm devem cobrir a maior parte do Estado. E no início de novembro volumes ainda mais altos entre 70 mm e 100 mm também devem ser registrados, de acordo com os mapas climáticos da Somar Meteorologia.

>> Chuvas mais fortes são previstas para áreas secas de café de MG, aponta Somar

Mercado interno

De acordo com Magalhães, no lado interno a sensação é de que o ano já começou a acabar. "O setor produtivo não indica que abrirá posição de venda nas mínimas oferecidas empurrando as negociações para futuro", explica.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou baixa na segunda-feira (21) e está cotado a 471,64 a saca de 60 kg com desvalorização expressiva de 4,37%.

Nesta terça-feira (21), na maior parte das praças os preços ficaram estáveis ou registraram queda. O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação na cidade de Franca-SP, a saca está cotada a R$ 560,00. O arábica tipo 4/5, registrou preço mais elevado na cidade de Guaxupé-MG com R$ 520,00 a saca mesmo com recuo de 0,95% em relação ao dia anterior.

Tipo 4/5 registra baixa na BM&F Bovespa

As cotações do café arábica tipo 4/5 registraram baixa BM&F Bovespa. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia com US$ 221,00 a saca de 60 kg e baixa de 1,78%, o março/15 anotou US$ 231,95 e queda de 0,45% e o setembro/15 registrou recuo de 0,60% com US$ 247,00. O tipo 6/7 fechou a sessão sem negócios.

Liffe fecha quase estável em Londres

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) fecharam com coações quase estáveis nesta terça-feira (21). O contrato novembro/14 está cotado a US$ 2.047,00 por tonelada com desvalorização de 2 pontos e o janeiro/15 teve preço estável cotado a US$ 2.060,00 por tonelada.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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