Café: Mercado opera em campo misto nesta 3ª feira, após baixas da sessão anterior

Publicado em 30/12/2014 08:49 e atualizado em 03/02/2015 13:08 66 exibições

Os preços do café operam em campo misto nesta terça-feira (30) na Bolsa de Nova Iorque. Depois das perdas de mais de 300 pontos no fechamento da sessão anterior, os principais vencimentos recuavam entre 9 e 40 pontos nos principais vencimentos, por volta das 9h40 (horário de Brasília), porém, mais tarde, os contratos mais próximos subiam mais de 100 pontos, enquanto os mais distantes perdiam mais de 300. 

Segundo explicam os analistas, o mercado tem sido pressionado pela alta do dólar frente não só ao real, mas à cesta das principais moedas internacionais - o que acaba tirando parte da competitividade dos ativos negociados nas bolsas americanas - e pela previsão de chuvas melhores no cinturão de produção brasileiro. 

Essas precipitações mais regulares e de melhor volume estariam diminuindo a preocupação dos investidores e analistas sobre a nova safra do Brasil, entretanto, os produtores já afirmam que essa não é uma realidade que se repete nos campos. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Café: Com previsão de chuvas para o Brasil, mercado amplia perdas e fecha com mais de 300 pts negativos em NY

Nesta segunda-feira (29), o mercado do café arábica fechou o dia com mais de 300 pontos de baixa na Bolsa de Nova Iorque. O contrato maio/15 terminou o dia cotado a 167,80 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o setembro/15 fechou a sessão com 172,65 cents/lb. 

Durante todo o dia, os futuros do arábica trabalharam em campo negativo e ao longo do pregão foram ampliando suas perdas, já que no início do dia, as posições mais negociadas recuavam entre 30 e 140 pontos. 
Segundo informações de agências internacionais, o mercado registrou, nesta segunda, os menores patamares em cinco meses e os analistas afirmam que o que mais tem pressionado as cotações é um temor mais brando sobre a safra do Brasil em 2015. 

Desde que as chuvas retornaram ao cinturão produtor brasileiro e vem se regularizando, o mercado começou a ser pressionado, após atingir os melhores níveis em dois anos, influenciados pela intensa preocupaação com a safra brasileira após a seca que castigou as principais regiões no final de 2013 e no início deste ano. 

Entretanto, é uma opinião comum entre os cafeicultores brasileiros que esse "temor reduzido" não reflete a realidade dos campos, já que as chuvas que chegam agora podem até amenizar os prejuízos, mas são insuficientes para reverter uma situação de grande preocupação sobre a nova safra de café do Brasil. 

Além disso, a Ice Futures - Bolsa de Nova Iorque - informou, nesta segunda, que seus estoques certificados de café nos armazéns, na posição de 29 de dezembro, subiram 5,760 mil sacas, para totalizaram 2.310,994 milhões de sacas. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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