Café: NY despenca mais de 700 pts nesta 5ª feira com previsão de chuva; analista acredita em falta de percepção dos operadores

Publicado em 29/01/2015 17:00 422 exibições

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam com a maior queda do ano nesta quinta-feira (29) com previsão de chuva para os próximos dias na maior parte do cinturão produtivo. Operadores acreditam que essas precipitações podem amenizar a condições dos cafezais que sofrem com falta de chuva e altas temperaturas (cenário parecido com o ano passado).

O contrato março/15 registrou 160,00 cents/lb com queda de 770 pontos, o maio/15 anotou 162,75 cents/lb com recuo de 765 pontos, o julho/15 fechou a sessão com 165,45 cents/lb e 760 pontos de baixa e o setembro/15 registrou 167,95 cents/lb com desvalorização de 750 pontos.

Os preços despencaram a partir do meio-pregão quando informações climáticas confirmaram chuvas mais fortes para os próximos dias que motivaram a liquidação de posições compradas. Essas precipitações, segundo a Somar Meteorologia, serão as mais fortes em 50 dias e devem cair sobre áreas estressadas do Espírito Santo, zona da mata de Minas Gerais e sul da Bahia com precipitações entre 50 e 70 mm.

Segundo o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, os patamares internacionais estão alinhados a descrença por parte dos fundos e especuladores que não se atentam à real condição das lavouras. “Realmente é lamentável presenciar tamanho descrédito ou a falta de percepção de que não adianta bater nas cotações, nos produtores ou nas pessoas pelo simples fato ou desejo de se ter lucro em alguma operação especulativa de bolsa”, pondera o analista.

Enquanto precipitações regulares não vem, a situação continua complicada para o setor produtivo. Informações do MDA Weather Services dão conta que as lavouras de café da zona da mata mineira e do Espírito Santo tiveram menos de 5% do índice normal de chuvas no último mês.

Mercado interno

De acordo com Magalhães, o mercado interno, por outro lado, deu as costa as oscilações externas e nem de longe se intimida com as volatilidades externas. “O que se vê são dias totalmente vazios no que tange as ofertas e expectativas deixando boa parte dos operadores atônitos, pela total falta de sintonia entre quem compra e quem vende”, explica.

O tipo cereja descascado continua maior valor de negociação na cidade de Guaxupé-MG com saca cotada a R$ 538,00 — estável. A cidade com oscilação mais expressiva no dia foi Poços de Caldas-MG com saca cotada a R$ 487,00 e queda de 5,98%.

Para o tipo 4/5, a cidade com maior valor de negociação também foi Guaxupé-MG que tem saca cotada a R$ 526,00 — estável. A variação mais expressiva no dia foi em Franca-SP com desvalorização de 4,00% e R$ 480,00 a saca de 60 kg.

O tipo 6 duro teve maior valor em Araguarí-MG com saca cotada a R$ 480,00 — estável. A oscilação mais expressiva no dia foi em Patrocínio-MG  com queda de 4,26% e saca cotada a R$ 450,00.

Na quarta-feira (28), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou valorização de 1,53% e está cotado a R$ 455,93 a saca de 60 kg.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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