Café: Bolsa de Nova York tem queda próxima de 100 pts nesta tarde de 3ª feira e estende perdas

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) recuam cerca de 90 pontos nesta tarde de terça-feira (25). O mercado externo do grão amplia as perdas registradas na véspera e segue pressionado pelo câmbio, com desvalorização do real, e informações sobre a safra do Brasil.
Por volta das 12h23 (horário de Brasília), o contrato dezembro/18 tinha queda de 90 pontos, a 97,60 cents/lb e o março/19 anotava 101,00 cents/lb com recuo de 90 pontos. Já o maio/19 perdia 75 pontos, a 103,60 cents/lb e o julho/19 trabalhava com desvalorização de 75 pontos, a 106,00 cents/lb.
Às 11h53, o dólar comercial avançava 0,99%, cotado a R$ 4,1284 na venda, repercutindo a última pesquisa Ibopem para a Presidência da República. As oscilações cambiais impactam diretamente nas exportações das commodities, mas em compensação influenciam também nos preços externos do grão.
Além disso, o mercado também repercute o otimismo com a safra brasileira. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou na última terça-feira (18) que a produção brasileira de café pode totalizar neste ano 59,9 milhões de sacas beneficiadas de 60 kg. A maior da história do país.
"No Brasil o clima favorável aponta para a abertura de uma nova florada, a principal, e o mercado ficará de olho para ajustar suas expectativas. Hoje o consenso é de que o ano-safra de 2019/2020 ainda terá um superávit mundial, não as atuais 8.6 milhões de sacas de 18/19, mas talvez metade disto", disse Rodrigo Costa, analista e diretor da Comexim nos Estados Unidos.
No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 400,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 411,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 407,00 a saca.
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Carlos Rodrigues
Cada vez que abrem a boca vai mais fundo...