Café arábica inicia semana com leves altas na Bolsa de NY com dólar e atenção ao BR

Publicado em 30/09/2019 17:25
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As cotações futuras do café arábica encerraram a sessão desta segunda-feira (30) com leve alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado acompanhou em parte da sessão as oscilações do dólar ante o real, mas também seguiu as informações sobre a safra brasileira.

Os lotes com vencimento para dezembro/19 tiveram alta de 25 pontos, cotados a 101,15 cents/lb e o março/20 anotou 104,70 cents/lb com 25 pontos de ganhos. O contrato maio/20 avançou 30 pontos, a 107,00 cents/lb e o julho/20 teve ganhos de 30 pontos, a 109,10 cents/lb.

"Os preços do café avançaram nesta segunda-feira diante da força do real em relação ao dólar, o que desencadeou uma cobertura de posições vendidades nos futuros... Um real mais forte desencoraja as exportações do Brasil", destacou o site internacional Barchart. 

Às 17h19, o dólar comercial operava com queda de 0,02%, a R$ 4,155 na venda, mas chegou a cair mais durante a sessão com foco no exterior e informações sobre a reforma da Previdência, segundo informações reportadas pela agência de notícias Reuters.

"Há bastante cautela no mercado. As relações comercias, como sempre, estão em foco, mas agora o mercado também está de olho na troca de farpas entre o Irã e a Arábia Saudita", disse Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus, para a Reuters.

Operadores também acompanham as condições de produção para a safra 2020/21 de café do Brasil. Apesar de precipitações recentes, diversas áreas estavam sem chuvas há meses e com altas temperaturas em momento de proximidade das floradas.

Outros países produtores enfrentam problemas com a condição climática no café. Na Colômbia, houve ajuste temporário no fator de rendimento básico do café. No Vietnã, produtores da principal província de café do país acompanham diminuição até do volume dos rios.

Mercado interno

O mercado do arábica inicia a semana do lado interno com preços mistos. "Os cafeicultores continuam insatisfeitos com as bases de preço oferecidas pelos compradores e procuram vender o mínimo necessário para fazerem frente aos compromissos financeiros mais próximos", destacou em boletim o Escritório Carvalhaes.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 494,00 – estável. A maior oscilação ocorreu em Varginha (MG) com alta de 5,75% e saca a R$ 460,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 455,00 – estável. A oscilação mais expressiva no dia foi em Varginha (MG) com alta de 2,33% e saca a R$ 440,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Araguari (MG) (estável), Patrocínio (MG) (estável) e Média Rio Grande do Sul (estável), ambas com saca a R$ 450,00. A maior oscilação foi em Varginha (MG) com avanço de 3,57% e saca a R$ 435,00.

Na sexta-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 440,42 e alta de 0,67%.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Jair Del Cól Valinhos - SP

    Pelo visto, tem pouco café nas mãos dos produtores. Quem segurar mais uns 30 dias vai conseguir preço melhor.

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