Café: Nova York volta a refletir seca no BR e arábica tem valorização nesta 4ª

Publicado em 15/09/2021 17:17 463 exibições
Em Londres, preocupações com a oferta do Vietnã também seguem dando suporte aos preços

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O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta quarta-feira (15) com valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). "Os preços do café na quarta-feira se estabilizaram moderadamente mais altos, já que o dólar mais fraco gerou algumas vendas a descoberto nos contratos futuros", destacou a análise do site internacional Barchart. 

Dezembro/21 teve alta de 190 pontos, cotado a 187,35 cents/lbp, março/22 teve valorização de 195 pontos, negociado por 190,15 cents/lbp, maio/22 teve alta de 195 pontos, cotado a 191,30 cents/lbp e julho/22 registrou valorização de 190 pontos, valendo 192,05 cents/lbp.

Ainda de acordo com a publicação, a condição de seca no Brasil voltou a dar suporte aos preços no exterior. "As condições mais secas do que o normal no Brasil também apoiam os preços do café depois que a Somar Meteorologia informou na segunda-feira que Minas Gerais, região que responde por cerca de 30% da safra de café arábica do Brasil, recebeu apenas 10 mm de chuva", afirma. 

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No Brasil, os analistas seguem apontando para cenário de preços firmes até, pelo menos, o retorno das chuvas em outubro. Após a seca prolongada e as geadas no mês de julho, a safra 22, que naturalmente voltaria a ser de ciclo alto para o Brasil, já começa prejudicada. A quebra de produção é dada como certa pelo setor, apesar de ainda não ser possível quantificar o tamanho do impacto.  

Em Londres, o café tipo conilon ganhou mais de US$ 10 por tonelada neste pregão. Novembro/21 teve alta de US$ 19 por tonelada, valendo US$ 2082, janeiro/22 teve valorização de US$ 21 por tonelada, cotado a US$ 2068, março/22 registrou valorização de US$ 24 por tonelada, valendo US$ 2018 e maio/22 teve alta de US$ 24 por tonelada, valendo US$ 1997.

"A falta de contêineres para embarcar o café do Vietnã prejudicará as exportações no futuro próximo e os preços aumentam", afirma a análise internacional. Além disso, o aumento de casos com a variante Delta no país resultou em restrições mais severas, o que também pode comprometer a oferta de café. 

No Brasil, após dois dias de estabilidade, o mercado físico acompanhou e registrou valorização nas principais praças de comercialização do país.

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,94% em Guaxupé/MG, valendo R$ 1.077,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 0,38%, cotado a R$ 1.054,00, Patrocínio/MG teve alta de 0,92%, valendo R$ 1.100,00, Varginha/MG registrou valorização de 1,40%, cotado a R$ 1.085,00, Campos Gerais/MG subiu  0,94%, valendo R$ 1.073,00 e Franca/SP teve alta de 0,92%, valendo R$ 1.100,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 0,88% em Guaxupé/MG, valendo R$ 1.147,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 0,34%, cotado a R$ 1.194,00, Patrocínio/MG teve alta de 0,88%, valendo R$ 1.140,00, Varginha/MG teve valorização de 1,35%, cotado a R$ 1.125,00 e Campos Gerais/MG teve alta de 0,89%, valendo R$ 1.133,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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