Café salta quase 3% em NY com financeiro e atenção para origens
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As cotações futuras do café subiram pela segunda sessão seguida nesta quarta-feira (22) nas bolsas de Nova York e Londres. O dia foi marcado por suporte do financeiro, com petróleo e câmbio, além de preocupações com as origens.
O principal vencimento do café arábica subiu 2,32%, ou 530 pontos, negociado a US$ 233,55 c/lb na Bolsa de Nova York. Já no terminal de Londres, o tipo robusta saltou 0,95%, a US$ 2339 a tonelada.
Depois de cair nos últimos dias e atingir o menor nível desde o início de dezembro em meio temores com a demanda, o café sobe pela segunda sessão seguida nas bolsas em ajuste de posições. Além disso, segue suporte do financeiro.
Próximo da finalização dos trabalhos nas bolsas de Nova York e Londres o petróleo subia cerca de 1% no cenário internacional.
"Vimos uma queda na produção, vimos os estoques e o petróleo cair, o que dá ao mercado uma perspectiva favorável", disse para a agência de notícias Reuters Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group em Chicago, sobre as movimentações do óleo.
Negativamente aos preços, há informações de melhor desenvolvimento das lavouras do Brasil com chuvas recentes. Porém, lavouras no Vietnã foram danificadas e isso contribui com o avanço das cotações do grão no cenário externo.
"O arábica deve encontrar algum suporte na faixa de 2,20-2,25 devido à compra de torrefadores", disse a agência de notícias Reuters sobre o mercado no dia.
MERCADO INTERNO
Com altas no exterior, o café teve mais um dia positivo no mercado físico. O tipo 6 bebida dura bica corrida teve a maior alta no dia em Esp. Sto. do Pinhal/SP (Coopinhal), com 1.440,00 a saca de 60 kg e avanço de 2,86%.
O tipo cereja descascado saltou 3,40% no dia em Esp. Sto. do Pinhal/SP (Coopinhal) e está valendo R$ 1520,00 a saca.
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