Arábica: Colômbia tem expectativa de se aproximar de 12 milhões de sacas em 2024
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Ainda tentando se recuperar das quebras dos últimos anos, para o ciclo atual a Colômbia espera se aproximar de 12 milhões de sacas, de acordo Germán Bahamón, presidente da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC). As informações foram publicas recentemente por uma rádio local.
De acordo com os dados da FNC, a expectativa do país vizinho é de uma colheita com 5,8 milhões de sacas no primeiro semestre de 2024. Caso o número se conforme, poderá representar alta de 17% em comparação com o ciclo anterior.
Para o segundo semestre, quando a Colômbia faz a colheita da safra principal, a liderança afirma que a expectativa é de volumes acima de 5 milhões de sacas, podendo devolver ao país a possibilidade de voltar a produzir mais de 11 milhões de sacas.
Diferente do Brasil, o parque cafeeiro colombiano sofreu com o excesso de chuva ocasionado pelo La Niña nos últimos anos. Os dados da FNC mostram que foram 36 meses de chuvas intensas nas áreas de arábica.
A fase de El Niño, no último ano, no entanto, apesar de ter favorecido algumas pragas e doenças, trouxe mais luminosidade para áreas de café e vem favorecendo a leve recuperação.
Desde que as condições climáticas começaram a impactar a produção, a Colômbia passou a pensar em novos planos para mitigar os impactos e testar uma recuperação.
Entre as ações, estão a recuperação do parque cafeeiro - anunciada há mais de dois anos pela FNC com um pedido urgente para ação do produtor no plantio de novas mudas.
Além disso, o país vizinho passou a fazer áreas de testes com os robustas amazômnico. Acompanhando a demanda aquecida por esse tipo de café, assim como a resistência da variedade, o país divulgou potencial para o plantio em 80 mil hectares, com produtividade estimada em 40 sacas por hectare, que poderiam gerar renda de US$ 475 milhões.
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