Café sobe em NY e Londres nesta 4ª feira com apoio do financeiro menos tenso sobre Trump
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A volatilidade voltou a se intensificar no mercado de commodities agrícolas nesta quarta-feira (23), e os futuros do café acompanham, testando ganhos de mais de 2% entre as posições mais negociadas na Bolsa de Nova York. Assim, perto de 10h05 (horário de Brasília), as cotações tinham 386,05 cents de dólar por libra-peso no maio e 375,45 centavos/lb no setembro.
O mercado continua respondendo a seus fundamentos, como explicam analistas e consultores de mercado, bem como reflete também um sentimento um pouco melhor que se observa no mercado financeiro, diante de um tom mais ameno adotado pelo presidente americano Donald Trump sobre o presidente do Federal Reserve.
"Após abalar ontem os mercados ao redor do mundo, hoje, o presidente Trump recuou nos ataques a Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA). Disse que nunca teve intenção de demiti-lo, e que tarifas contra a China não serão de 145%. A fala gerou uma reação positiva imediata dos mercados e dos índices futuros de ações americanas", explicou o diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.
Ademais, o especialistas acrescenta que, no paralelo de um cenário marcado por tantas incertezas, "no mercado cafeeiro, os fundamentos, com baixos estoques globais e seguidos problemas climáticos, permanecem. Na semana passada, o balanço dos contratos de café foi positivo nas duas bolsas".
A baixa do dólar frente ao real também favorece os ganhos registrados na Bolsa de Nova York.
Na Bolsa de Londres, os futuros do robusta voltam a subir nos primeiros vencimentos, se recuperando depois das baixas intensas da sessão anterior. Apesar dos ganhos - de US$ 97 a US$ 111 por tonelada -, o mercado está pressionado pelas perspectivas de um aumento na safras da variedade tanto do Vietnã, quanto do Brasil.
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