Há 7 anos produção mundial de café contabiliza déficit de 25 milhões de sacas
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No Brasil, mesmo com o aumento de 89,9% nos preços do café de 2024 para 2025, foi registrado um avanço de 5,1% no volume de consumo, conforme dados divulgados por representantes da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) durante a 30ª edição do Encafé 2025. "O café tem muita importância na vida do brasileiro e dificilmente haverá redução no consumo", explicou João Galassi, presidente da ABRAS.
Mas não é só o brasileiro que tem essa paixão pelo cafezinho. Segundo Carlos Santana, chefe de divisão do café na Empresa Interagrícola de Santos (EISA), nos últimos anos, países como China, Turquia e Arábia Saudita vêm registrando um aumento significativo no consumo da bebida. "A China produzia café e não consumia, mas hoje a população chinesa consome cerca de 4 milhões de sacas de café por ano. O consumo de café nestes países virou uma experiência além da xícara. O aumento da renda da classe média e os jovens ficando cada vez mais conectados com o mundo também vêm contribuindo para este aumento", pontuou.
Ainda de acordo com o executivo da EISA, o padrão de consumo mundial de café é consistente, e isso traz preocupação diante de uma oferta cada vez mais restrita do grão. "O mundo consome cerca de 175 milhões de sacas de café por ano. Estamos há, pelo menos, 7 anos com um déficit na produção mundial de café, destruindo nossos estoques globais para atender essa demanda. Temos, então, um déficit de quase 25 milhões de sacas, que representa uma quebra de 15% do consumo global. Enquanto não resolvermos essa equação, o mercado cafeeiro deverá seguir com ganhos e com uma tendência de alta", alertou.
Especialistas já apontam que haverá uma oferta global limitada de cafés possivelmente até o primeiro semestre de 2026. No Brasil, a estimativa é de que os estoques de passagem tanto do arábica como do conilon da safra 25/26 sejam de apenas 10 milhões de sacas. "Isso representa apenas 60 dias de necessidade do mercado. Mas o potencial safra 26/27 é gigantesco e pode ser a maior safra do Brasil", destacou Santana.
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